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«Dexametasona é o único medicamento eficaz contra a Covid-19». OMS confirma que nenhum dos outros fármacos produziu resultados

A Organização Mundial de Saúde (OMS) referiu esta sexta-feira que a dexametasona é único medicamento eficaz contra a Covid-19, em pacientes com doença grave, confirmando que nenhum dos outros fármacos testados produziu resultados promissores.

O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, referiu, em conferência de imprensa em Genebra, que o organismo realizou um ensaio clínico com quatro medicamentos, sendo que em dois deles o processo foi suspenso em Junho.

Posteriormente o responsável confirma os resultados do estudo (já revelados esta manhã, mas ainda não publicados) de que os outros dois fármacos, Remdesivir e Interferon, «têm pouco ou nenhum efeito na prevenção das mortes opor Covid-19 ou na evolução grave da doença».

«Esperemos que os resultados desta pesquisa sejam publicados em breve numa revista cientifica», afirma Tedros agradecendo publicamente a todos as pessoas envolvidas nos ensaios clínicos, bem como aos países que cobriram os custos dos testes.

O responsável sublinha ainda que «atualmente a Dexametasona é o único medicamento eficaz contra a Covid-19, em pacientes com doença grave», esclarecendo assim quaisquer dúvidas sobre eventuais tratamentos que não estão a surtir efeito.

Recorde-se que o Financial Times teve acesso ao relatório da OMS e já esta manhã avançou com esta informação. O estudo avaliou os efeitos de quatro  potenciais tratamentos, incluindo Remdesivir, Hidroxicloroquina, uma mistura do anti-HIV lopinavir com o Ritonavir e o Interferon, em 11.266 pacientes hospitalizados.

Os ensaios clínicos da hidroxicloroquina e do lopinavir / Ritonavir foram interrompidos em junho após se mostrarem ineficazes, mas os outros testes continuaram em mais de 500 hospitais e 30 países, segundo a cientista-chefe da OMS Soumya Swaminathan.

O estudo descobriu que nenhum dos tratamentos «afetou substancialmente a mortalidade» ou reduziu a necessidade de ventilar os pacientes, de acordo com o Financial Times, que teve acesso a uma cópia do relatório do organismo mundial.

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