A despesa militar dos Estados-membros da Nato registou um aumento de 11% em 2023, com 11 aliados a ultrapassar a meta de 2% do PIB comprometido há uma década, de acordo com o relatório anual do secretário-geral, Jens Stoltenberg, apresentado esta quinta-feira.
Os aliados da Nato gastaram 1,1 biliões de dólares e aumentaram em 11% o investimento em Defesa, num contexto de segurança marcado pela invasão russa da Ucrânia. Stoltenberg destacou que um terço dos aliados alcançou o objetivo de investir 2% da sua riqueza em Defesa. Mas não foi o caso, por exemplo, da ‘vizinha’ Espanha, que permanece na retaguarda, com 1,24%, apenas à frente de Luxemburgo e Bélgica.
Stoltenberg valorizou o gasto “sem precedentes” dos aliados e a tendência ascendente no investimento militar desde 2015, destacando que vários países cumpriram o compromisso de dedicar 2% do PIB à Defesa.
Em relação à Espanha, embora tenha havido crescimento na despesa com Defesa, o país continua entre os que menos investem, atrás de Bélgica e Luxemburgo. No entanto, a Espanha está bem posicionada no indicador da OTAN que prevê dedicar pelo menos 20% da despesa em Defesa a grandes capacidades, visando modernizar os meios dos exércitos nacionais.
As investigações e sondagens conduzidas pela Nato sobre o apoio social à Aliança Atlântica nos países que a constituem, mostram que 66% dos cidadãos votariam para manter seu país na aliança, uma queda ligeira em relação aos 70% registados em 2022, assinala o relatório.
Albânia, Lituânia e Noruega são os aliados que contam com maior apoio popular à Nato, com 90%. Por outro lado, só 58% dos norte-americanos e 57% dos franceses votaria a favor da permanência na Nato, num eventual referendo.
O Montenegro e a Eslovénia são os países onde a Nato colhe menos simpatia da população, com 46 e 52%, respetivamente, que apoiariam a permanência na Aliança Atlântica.
Já a rejeição da Nato é de, em média 12% entre todos os Estados-membros. è no Montenegro que uma maior parte da população votaria pelo abandono da Nato (44%), seguido da Eslovénia (32%) e Bulgária (28%).













