Desigualdade salarial: Mulheres na casa dos 30 podem nunca receber tanto como os homens

As mulheres na casa dos 30 anos podem nunca conhecer igualdade salarial na sua vida profissional se o combate ao fosso entre géneros não for acelerado, de acordo com uma nova análise citada pelo The Guardian.

Mara Tribuna

As mulheres na casa dos 30 anos podem nunca conhecer igualdade salarial na sua vida profissional se o combate ao fosso entre géneros não for acelerado, de acordo com uma nova análise citada pelo The Guardian.

Para assinalar o Dia da Igualdade Salarial no Reino Unido, o dia em que as mulheres deixam ‘virtualmente’ de ser pagas devido ao gap (fosso) salarial que existe entre os sexos, o Partido Trabalhista britânico afirmou que 8,5 milhões de mulheres vão percorrer toda a sua carreira sem receberem um salário igual ao dos homens.

As consequências da disparidade salarial tendem a exacerbar-se em períodos de crise como o atual.

A investigação da Fawcett Society revela que 43% das mulheres trabalhadoras brancas e 50% das mulheres trabalhadoras negras e de minorias étnicas – em comparação com 35% dos homens brancos – estão preocupadas com o seu emprego e perspetivas de promoção devido à pandemia.

Segundo a análise, um terço das mulheres empregadas perdeu o seu emprego ou horas de trabalho para dar apoio aos filhos durante a pandemia. O encerramento das escolas e dos infantários afetou bastante as mães trabalhadoras negras e de minorias étnicas: 44% disseram ter perdido trabalho ou horas devido à falta de cuidados infantis, em comparação com 34% das mães trabalhadoras brancas.

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Em Portugal, o Dia Nacional da Igualdade Salarial assinalou-se a 10 de novembro. Desde esta data as mulheres estão a ‘trabalhar de graça’ até ao fim do ano. A diferença remuneratória entre homens e mulheres corresponde, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, a 52 dias de trabalho pago.

Ainda que a disparidade salarial entre mulheres e homens tenha vindo a diminuir – em 2012 o gap salarial era de 18,4% -, as mulheres continuam a ganhar menos 14,4% ou, em números absolutos, menos 148,9 euros, do que os homens.

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