Desde 2014 que os bancos não tinham tão pouca dívida pública nas mãos

Desde 2014 que a banca portuguesa não detinha tão pouca dívida pública nas mãos. “A realocação de investimentos e a pouca disponibilidade de títulos num mercado dominado pelo Banco Central Europeu (BCE) poderão ser razões para a quebra”, aponta a edição desta sexta-feira do Jornal de Negócios.

De acordo com a publicação económica do grupo Cofina, os bancos tinham nas mãos, no final de julho, 28.845 milhões de euros em dívida emitida pelo Tesouro, um valor consideravelmente mais baixo do que os 36.857 milhões que foram contabilizados em maio de 2019.

Segundo o referido jornal, no fim do semestre, ” o BCP detinha 9.152 milhões (mais 11% do que no período homólogo), enquanto o BPI diz que mantém “estável” a exposição à dívida portuguesa desde março de 2020, em cerca de 2 mil milhões. O mesmo montante é detido pelo Santander, que garante também não estar a fazer alterações”.

Para Peter Sørensen, analista-chefe do Danske Bank, citado pelo Negócios, este fenómeno “está relacionado com o ‘quantitative easing’ do BCE e do alargamento da base de investidores”.

Sørensen lembra ainda que “Portugal é um mercado pequeno e, se há algum evento que faz aumentar o spread face às ‘bunds’ alemãs, Portugal pode ficar esquecido”.

 

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