Desculpas, desculpas, desculpas: pesquisas no Google para encontrar formas de faltar ao trabalho disparam

Segundo o motor de pesquisa, o número total de americanos que procuram desculpas subiu de 355.890 em 2018 para 3.857.860 em 2022: um aumento de mais dez vezes

Francisco Laranjeira

As pesquisas no Google por desculpas para faltar ao trabalho aumentaram dramaticamente ao longo dos últimos anos – segundo o motor de pesquisa, o número total de americanos que procuram desculpas subiu de 355.890 em 2018 para 3.857.860 em 2022: um aumento de mais dez vezes.

O ‘Frank Recruitment Group’ compilou as 10 pesquisas mais populares do Google ao longo do período de cinco anos, assim como conselhos sobre como as empresas podem manter os seus funcionários significativamente comprometidos para que não precisem de encontrar desculpas para faltar ao trabalho: a expressão “ligar a dizer que estou doente” passou de 59.400 pesquisas em 2018 para 385.780 em 2022. A seguir, a frase “melhores desculpas para faltar ao trabalho”, que subiu de 34.800 para 246.500 no espaço de quatro anos, logo seguida, a fechar o pódio, de “desculpas para faltar ao trabalho”.

“Ver os volumes de pesquisa saltarem tão drasticamente em 2021 é definitivamente interessante. Parece coincidir com o início do regresso ao trabalho, o que nos diz que não foi uma transição fácil para todos. O importante é, claro, não tentar ‘voltar ao normal mas avançar para um amanhã mais saudável”, apontou Rowan O’Grady, presidente do ‘Frank Recruitment Group’ dos Estados Unidos, em comunicado.

Shané P. Teran, coach de bem-estar e estrategista de desenvolvimento organizacional, apontou algum dos motivos destas procuras: para a especialista, quem pretende desculpas para faltar ao trabalho provavelmente “estão a sentir-se que não têm um chefe ou uma cultura organizacional na qual possam tirar uma folga livremente sem serem ridicularizados ou desafiados”.

“Várias pessoas não estão a experimentar a compreensão dos empregadores de que precisam; o que leva a uma resolução de fingir mas escapar por qualquer meio necessário. As pessoas estão a precisar de tirar mais tempo de folga para gerir os stresses duradouros que vêm com o reajuste”, apontou a especialista, que enfatizou que o regresso aos escritórios exige cuidados por parte dos empregadores.

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A chave para uma mudança significativa e de longo prazo é o equilíbrio: emobra muitas empresas já tenham dado passos largos “para criar novos procedimentos operacionais, recursos de compromisso e configurações de trabalho redesenhadas”, há ainda muito trabalho pela frente. “Os empregadores devem encontrar um equilíbrio”, disse, “entre interesses concorrentes – recuperação de receita e bem-estar dos funcionários.”

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