Desconfinamento: «Não há dados para decisões seguras» sobre a próxima fase, alerta especialista

Tiago Correia, professor de Saúde Internacional e investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade Nova de Lisboa, indica que para já, ainda não existem dados disponíveis em Portugal, para que possam ser tomadas «decisões seguras» sobre a próxima fase de desconfinamento. 

Simone Silva

Tiago Correia, professor de Saúde Internacional e investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade Nova de Lisboa, indica que para já, ainda não existem dados disponíveis em Portugal, para que possam ser tomadas «decisões seguras» sobre a próxima fase de desconfinamento.

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Em declarações à ‘SIC Notícias’, o responsável afirma que «os dados que ontem nos foram dados no Infarmed, não nos permitem para já ter grandes conclusões dado o tempo do desconfinamento». «Nós seguramente só na próxima segunda ou terça-feira é que podemos ter uma noção exata, quer desta segunda fase de desconfinamento, quer do efeito da Páscoa», afirmou.

«Ou seja, precisamos de algum tempo para perceber as tendências que se vão consolidando e genericamente, acho que já toda a gente percebeu que  precisamos dos tais 15 dias para fazer essa avaliação», disse Tiago Correia. «Ainda não passámos esses 15 dias e portanto eu não acho que neste momento tenhamos todos os dados, todas as conclusões que precisamos para tomar decisões seguras».

Da mesma opinião de que este avanço do desconfinamento é prematuro é o matemático e professor da Faculdade de Ciências do Porto, Óscar Felgueiras. «Não creio que estejam reunidas as condições ideais, estamos com um Rt acima de 1 já há quase duas semanas e não está propriamente próximo de 1, está em 1,05 ou acima», disse também ao mesmo canal.

«Isso começa a configurar uma situação de crescimento sustentado de casos, que convém ter em conta, não podemos simplesmente ignorar», afirmou. Por esse motivo, «acho que o mais prudente seria de momento aguardar para tentar consolidar a situação atual», defendeu o especialista.

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