Desconfinamento? «Na segunda metade de março teremos uma situação favorável», diz especialista

Carlos Antunes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, considera que «na segunda metade de março teremos uma situação favorável a uma decisão de desconfinamento».

Em declarações à ‘SIC Notícias’ o especialista explica que tendo em conta os diversos indicadores epidemiológicos (incidência, Rt, positividade), «estaremos já numa situação favorável para pensar no desconfinamento».

Ainda assim, o responsável ressalva que é necessário «olhar para os internamentos e esses ainda estão em níveis elevados, nomeadamente nos cuidados intensivos, chegámos agora ao patamar das 480 camas, que é o valor que se registava na véspera de natal e ainda estamos longe do recomendável».

Carlos Antunes indica que o valor aconselhado será estar abaixo das 242 camas em UCI, que será «o limite sustentável» para que se possa começar a desconfinar e «por isso é preciso ainda esperar uma a  duas semanas para que esse número possa baixar e assim ficarmos numa situação em que se possa pensar em decisões de desconfinamento».

Desta forma, segundo o especialista, tendo em conta a evolução de todos estes indicadores, tudo aponta para que «na segunda metade de março tenhamos uma situação favorável a uma decisão de desconfinamento».

Ainda assim, Carlos Antunes alerta que esse desconfinamento deve ser «gradual», começando por «setores cujo risco seja mínimo e depois que se vá progressivamente desconfinando em função dos indicadores referidos», porque, explica, «como já se viu em muitos países, pode existir um ressurgimento da epidemia».

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