“Desafios médicos significativos”: Netanyahu alega problemas de saúde no regresso a tribunal para ser julgado por corrupção

O processo, que decorre num tribunal em Telavive, foi retomado após sucessivos adiamentos, incluindo um devido a uma cirurgia à próstata a que o líder israelita foi submetido em dezembro.

Pedro Zagacho Gonçalves

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou esta segunda-feira enfrentar “desafios médicos significativos” na reabertura do seu julgamento por corrupção, fraude e abuso de poder. O processo, que decorre num tribunal em Telavive, foi retomado após sucessivos adiamentos, incluindo um devido a uma cirurgia à próstata a que o líder israelita foi submetido em dezembro.

No tribunal, Netanyahu afirmou estar a seguir um tratamento “forte”, que inclui a administração de “altas doses de antibióticos”, o que justificaria a necessidade de fazer pausas durante o seu testemunho. A sessão desta segunda-feira foi a primeira a contar com a sua presença desde a operação, após vários adiamentos por diferentes razões.

Na semana passada, Netanyahu não compareceu ao tribunal por estar em visita oficial aos Estados Unidos, onde se encontrou com o ex-presidente norte-americano Donald Trump. Durante a visita, agradeceu a Trump por apresentar um plano que prevê a deslocação da população palestiniana da Faixa de Gaza e a consequente tomada de controlo do enclave por parte de Israel.

Além disso, outras três audiências anteriores foram canceladas devido à doença de um dos juízes responsáveis pelo caso, de acordo com o The Times of Israel.

Netanyahu classificou a sua viagem aos Estados Unidos como “histórica”, mas admitiu que foi “fisicamente desafiante” devido às complicações de saúde que surgiram após a sua cirurgia. O primeiro-ministro israelita afirmou que poderá necessitar de “descansos” ao longo do julgamento, tendo em conta o seu estado clínico.

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O líder do governo israelita enfrenta três processos judiciais distintos, onde é acusado de crimes como fraude e aceitação de subornos. No entanto, Netanyahu tem rejeitado todas as acusações, considerando-as “ridículas” e alegando que é alvo de uma perseguição política.

O primeiro-ministro regressou ao poder para um sexto mandato no final de 2022, já com os processos judiciais em curso. Entre as acusações contra si está o alegado uso indevido do seu cargo para pressionar órgãos de comunicação social a publicarem conteúdos favoráveis ao seu governo.

Um dos casos remonta ao ano 2000, quando Netanyahu terá tentado negociar um acordo com o jornal Yedioth Aharonot para garantir uma cobertura favorável da sua administração. Em troca, o primeiro-ministro comprometer-se-ia a aprovar legislação que prejudicaria o seu principal concorrente, o diário Israel Hayom.

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O julgamento segue agora com a expectativa de que Netanyahu possa ser ouvido nos próximos dias, apesar das suas alegações sobre o estado de saúde. As autoridades judiciais israelitas ainda não anunciaram se haverá novos adiamentos devido à condição clínica do primeiro-ministro.

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