Deputados alemães aprovam 50 mil milhões de euros em compras militares

Volume de gastos, aprovado pela comissão de defesa da câmara baixa do parlamento, eleva os projetos de armamento das forças armadas em 2025 para quase 83 mil milhões de euros

Executive Digest com Lusa

Os deputados alemães aprovaram esta quarta-feira uma nova verba de quase 50 mil milhões de euros para equipar as forças armadas da Alemanha, considerada urgente face à ameaça russa, segundo o Ministério da Defesa.

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O volume de gastos, aprovado pela comissão de defesa da câmara baixa do parlamento, eleva os projetos de armamento das forças armadas em 2025 para quase 83 mil milhões de euros.

Trata-se de um nível histórico, segundo o ministério, que vê na medida “um sinal forte” para a NATO e para os parceiros da Alemanha, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

“A Alemanha está a avançar. Cumprimos as nossas obrigações no seio da Aliança de forma fiável e assumimos a nossa responsabilidade em matéria de segurança e paz na Europa”, acrescentou o ministério.

Com a nova verba, o orçamento para grandes projetos de armamento das forças armadas alemãs atingiu novamente um nível recorde, pelo terceiro ano consecutivo.

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Os investimentos servem “um objetivo claro, nomeadamente a segurança efetiva do nosso país e o restabelecimento total da nossa capacidade de dissuasão e defesa”, declarou o ministro da Defesa, Boris Pistorius, após a reunião da comissão parlamentar.

Os projetos de aquisição adotados abrangem tanto o exército, como a força aérea e a marinha, bem como o espaço e o ciberespaço.

Os investimentos vão desde uniformes para os soldados a munições, passando por veículos de reconhecimento e de combate, segundo um comunicado do ministério.

O exército irá encomendar, nomeadamente, sistemas de defesa aérea Patriot, de fabrico norte-americano, e Iris-T, de fabrico europeu, bem como blindados de combate de infantaria Puma.

Principal apoio de Kiev na Europa, a Alemanha iniciou uma viragem histórica na política de defesa após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.

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Face às crescentes preocupações relativas ao desinvestimento norte-americano na Europa, o chanceler Friedrich Merz, que assumiu funções em maio, decidiu isentar os gastos com a defesa das regras estritas em matéria de endividamento.

A medida visou acelerar o reforço das capacidades militares alemãs.

O líder conservador prometeu construir o exército convencional “mais poderoso da Europa” para contrariar a ameaça russa.

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