Deputado do PSD lança crónica semanal nas redes com alertas contra populistas e promessas do Chega

O deputado do PSD Gonçalo Capitão lançou hoje nas redes sociais do grupo parlamentar uma crónica semanal com alertas contra populistas, defendendo que deve ser apontado o ridículo e falsidade de muitas das promessas eleitorais do Chega.

Executive Digest com Lusa

O deputado do PSD Gonçalo Capitão lançou hoje nas redes sociais do grupo parlamentar uma crónica semanal com alertas contra populistas, defendendo que deve ser apontado o ridículo e falsidade de muitas das promessas eleitorais do Chega.

“O que fazer em relação aos partidos populistas? A meu ver, na história nunca aconteceu nada de bom quando se ignoraram este tipo de fenómenos”, defende o deputado, que já fez vários discursos satíricos no plenário da Assembleia da República sobre o partido Chega.

Na crónica, intitulada “Fácil de entender”, o deputado dá vários exemplos internacionais, que vão desde os irmãos Kaczynski na Polónia ao presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, centrando-se depois nas propostas do Chega.

“As promessas eleitorais do Chega valiam 40 mil milhões de euros. E numa União Europeia onde o défice tem de ficar no máximo nos 3%, estas promessas levavam-nos para um défice de 12 a 14%. Se não acreditam no Pai Natal, porquê que vão acreditar em falsos profetas ou que o Messias renasceu em Washington ou na periferia de Lisboa? Eu acho que isto é fácil de entender”, considera, no vídeo com várias imagens da bancada do Chega e do presidente do partido, André Ventura.

Gonçalo Capitão contesta ainda a “teoria da vacina”, segundo a qual se deve deixar que os partidos populistas cheguem ao poder para que eles próprios se descredibilizem.

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“Errado. Isto valia se eles fossem um fenómeno estático, os fenómenos populistas. Mas assim que chegam ao poder, mudam as regras para tentar perpetuar-se. Limitam os órgãos de comunicação social, nomeiam os seus para lugar chave”, avisa.

O deputado rejeita também a utilidade de petições para ilegalizar o partido Chega.

“Se as pessoas pensarem um bocadinho, verão que quando têm uma fuga de água em casa ou uma infestação, se não atacarem a causa central do problema, ela vai voltar por outra fenda ou por outro buraco. A solução é demonstrar que é ridículo o que realmente eles têm de ridículo e que é falso muito do que dizem”, considera.

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A 18 de maio de 2025, a coligação PSD/CDS-PP venceu pela segunda vez consecutiva eleições antecipadas e reforçou-se em número de deputados (passou de 80 para 91), numas eleições em que o Chega ultrapassou o PS como segunda força parlamentar (60 deputados contra 58).

Logo no primeiro Conselho de Ministros deste segundo Governo que lidera, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reivindicou uma posição central no panorama político português, dizendo que o executivo iria “planar” umas vezes mais para a esquerda, outras mais para direta, metáfora que tem repetido de outras formas sempre que lhe perguntam se governa mais com o Chega ou com o PS.

Desde então, o caminho, num parlamento tripartido, tem passado por apresentar o Governo como “o eixo central” ou o “bloco do meio”, sem escolher um parceiro preferencial entre o PS e o Chega — partido com o qual já foram aprovados diplomas para regular a entrada e permanência de estrangeiros ou a atribuição da nacionalidade portuguesa.

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