Deputado do Chega nos Açores revela ter sido “ameaçado de morte” num avião

O líder parlamentar do Chega na Assembleia Legislativa dos Açores, José Pacheco, revelou esta sexta-feira ter sido “ameaçado de morte” por parte de “um alto dirigente do Lotaçor”, a empresa de lotas da região, que considera ser “um depósito de políticos”.

Executive Digest com Lusa

O líder parlamentar do Chega na Assembleia Legislativa dos Açores, José Pacheco, revelou esta sexta-feira ter sido “ameaçado de morte” por parte de “um alto dirigente do Lotaçor”, a empresa de lotas da região, que considera ser “um depósito de políticos”.

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“No domingo passado, e na sequência de uma série de incidentes, um alto dirigente da Lotaçor ameaçou-me de morte, dentro de um avião. Isto é inadmissível”, lamentou o parlamentar do Chega, no plenário da Assembleia Regional, na Horta, adiantando já ter apresentado queixa ao Ministério Público sobre este episódio, que considera ser “uma vergonha para a democracia” açoriana.

José Pacheco adiantou que o mesmo dirigente da Lotaçor, já tinha ameaçado os pescadores e até os funcionários da empresa de lotas, e exigiu que o Governo Regional, que tutela aquela empresa pública, tome medidas drásticas.

“Não posso estar constantemente a olhar por cima do ombro quando ando na rua, porque eu tenho família e não posso ter alguém a ameaçar-me de morte. Este senhor, ou vai para a cadeia ou vai para o olho da rua”, insistiu o deputado do Chega.

O secretário regional do Mar e das Pescas, Mário Rui Pinho, (que tutela também a Lotaçor), considera que a denúncia feita por José Pacheco “é muito grave”, mas lembrou que ameaças deste género “têm de ser provadas” em sede própria.

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“É muito grave aquilo que foi afirmado aqui na Assembleia. Eu, naturalmente, mantenho a confiança em todo o Conselho de Administração da Lotaçor até que seja notificado”, salientou o governante, recordando que, até à data, nem o Governo, nem a Lotaçor receberam qualquer notificação sobre este episódio.

Mário Rui Pinho entende que estas situações “requerem também que sejam devidamente analisadas” e que as acusações sejam “provadas”, para só depois o executivo poder tomar uma posição sobre o assunto.

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