Deputado do Chega acusado do crime de prostituição de menores renuncia ao mandato

De acordo com o semanário, o deputado do Chega, de 51 anos, praticou “sexo oral ‘mútuo'” com um rapaz de 15 anos, a troco de 20 euros

Executive Digest com Lusa

O deputado do Chega à Assembleia Municipal de Lisboa Nuno Pardal foi acusado esta quinta-feira pelo Ministério Público de dois crimes de prostituição de menores, segundo noticiou o jornal ‘Expresso. Mais tarde, ao jornal ‘Observador’, anunciou que vai renunciar ao mandato na Assembleia Municipal.

Nuno Pardal salientou que está focado em “provar a inocência”, mas devido à situação “muito delicada”, pessoal e politicamente, decidiu renunciar ao mandato, referiu ao jornal online.

A informação foi igualmente transmitida pela Comissão Política Distrital de Lisboa, em comunicado assinado em conjunto com o Conselho de Jurisdição Distrital de Lisboa. “Nuno Pardal Ribeiro renunciou, já, ao seu mandato como vice-presidente desta Comissão Política Distrital, por entender não reunir condições para o efeito, pedido este que foi aceite com efeitos imediatos”, lê-se na nota. A distrital de Lisboa do Chega, presidida pelo deputado Pedro Pessanha, disse ter recebido “com profunda consternação” as “acusações de extrema gravidade” contra Nuno Pardal Ribeiro e repudiou “quaisquer atos que atentem contra os valores” defendidos pelo partido.

Nuno Pardal e o jovem conheceram-se no Grindr, uma aplicação usada para convívio entre homossexuais, passando depois a comunicar via Whatsapp, relatou o ‘Expresso’ com base na acusação do Ministério Público.

No dia 11 de julho de 2023, após um encontro junto a uma estação de comboios, os dois seguiram no carro do homem em direção a um pinhal. Durante o trajeto, o conselheiro nacional do Chega perguntou ao rapaz que idade tinha e este respondeu 15, segundo a acusação.

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O caso foi denunciado à Polícia Judiciária pelos pais do menor depois de terem tido acesso às mensagens do WhatsApp no telemóvel do filho. Segundo o Expresso, algumas dessas mensagens são citadas na acusação do procurador Manuel dos Santos, do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Cascais.

A idade legal para dar consentimento a relações sexuais com adultos é de 16 anos e, no caso de haver pagamento, 18 anos, pelo que, neste caso, o Ministério Público considera estar-se perante dois casos de recurso à prostituição de menores agravado, um consumado e outro na forma tentada, uma vez que Nuno Pardal procurou um segundo encontro, que foi recusado pelo jovem.

Ao Expresso, Nuno Pardal não negou o encontro com o adolescente, mas disse desconhecer que era menor de idade.

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“Irei serenamente preceder à minha defesa, lamentando profundamente a situação desagradável para todas as partes”, afirmou ao jornal.

Num outro caso, o jornal Açoriano Oriental noticia hoje que o deputado do Chega no parlamento açoriano José Paulo Sousa foi apanhado numa operação stop da PSP na ilha das Flores, tendo acusado 2,25 gramas de álcool no sangue, uma situação que configura crime.

Esta situação acontece depois de o presidente do Chega, André Ventura, ter criticado fortemente um deputado do PSD que foi protagonista de um atropelamento e que acusou também uma taxa de alcoolemia superior à permitida por lei.

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