O ‘SNS Grávida’ vai ser alargado a todo o país depois dos resultados obtidos na fase-piloto, avançou esta terça-feira o ‘Correio da Manhã’: o modelo de referenciação das grávidas foi aplicado numa primeira fase na Área de Lisboa e Vale do Tejo, sendo que as unidades hospitalares registaram uma redução de 25% nas admissões.
Cerca de 46 mil grávidas foram encaminhadas para serviços de urgência pelo SNS Grávida nos primeiros seis meses de funcionamento da linha, num total de 63 mil chamadas.
O modelo arrancou em junho último, em que uma grávida passava por triagem telefónica efetuada pela Linha SNS 24 (808 24 24 24): em função do problema, os profissionais de saúde podiam deslocar para os centros de saúde ou unidades com consulta aberta as grávidas não consideradas urgentes.
Alberto Caldas Afonso defendeu que o SNS Grávida “deve continuar porque dá uma resposta às grávidas no local apropriado que pode não ser as urgências das 39 Unidades Locais de Saúde do país”: para o presidente da Comissão Nacional de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, o modelo funcionou, acrescentando que devem ser criados incentivos para os profissionais de saúde, como os médicos obstetras, “com uma valorização salarial e fixação dos profissionais”.
Já os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) defenderam que “a Linha SNS Grávida é um exemplo claro de como o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem inovado para oferecer serviços mais eficientes e centrados nas necessidades das pessoas”.







