Astrónomos japoneses revelaram que um satélite chinês disparou lasers de cor verde quando passava por cima do Havai, numa altura em que EUA e China estão em ponto de extrema tensão depois de vários objetos voadores, incluindo um balão espião chinês, terem sido abatidos pelas forças norte-americanas quando estavam em espaço aéreo nacional.
Os cientistas do Observatório Nacional de Astronomia do Japão (NAOJ) capturaram imagens dos misteriosos feixes de luz, através da Subaru-Asahi Star Camera, colocada no vulcão Mauna Kea, no Havai, a 28 de janeiro.
Vídeo do incidente permite ver os lasers verdes no céu nublado. Na altura, a agência espacial especulava que as luzes seriam de um satélite-altímetro remoto da NASA mas, na semana passada, o Observatório Japonês corrigiu a informação, revelando que “o mais provável candidato na origem” dos feixes de luxo era um satélite da China.
Os cientistas da NASA fizeram “uma simulação da trajetória de satélites que têm instrumentos da mesma natureza e confirmou que o mais provável é o instrumento ACDL, usado no satélite chinês Daqi-1/AEMS”.
O NAOJ pediu desculpa pela troca de informações e agradeceu “os esforços da NASA em identificar a fonte das luzes”.
Especialistas citados pelo Independent adiantam que o satélite em causa não será usado para espionagem, e que é conhecido de vários governos pelo mundo, mas o objetivo dos lasers verdes permanece um mistério.
Roy Gal, responsável do Instituto de Astronomia do Havai diz que o aparelho poderia estar a medir poluentes na atmosfera. “Tem muitos instrumentos. Alguns de mapeamento topográfico, ou usados para medir indicadores na atmosfera da Terra, e eu acho que é isso, estava a fazer medições de poluentes ambientais”, sustentou.
Recorde-se que, nos últimos 10 dias, os EUA e o Canadá já abateram pelo menos quatro objetos voadores que passavam sobre espaço aéreo norte-americano e junto à fronteira canadiana. O primeiro caso, do balão-espião chinês que Pequim diz que era para efeitos de estudos científicos e meteorológicos, levou a que Anthony Blinken, secretário de Estado dos EUA, cancelasse a visita que tinha prevista à China.






