O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, encontra-se esta quinta-feira com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky em Kiev, dois dias depois de ter visitado o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo.
O responsável chegou ontem ao final da tarde, tendo-se deslocado da Polónia para a capital ucraniana. Nessa altura, Guterres falou aos jornalistas, sublinhando que a sua “prioridade é retirar civis da fábrica da Azovstal na sexta-feira”.
Guterres indicou ainda que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, lhe confirmou que “há um acordo de princípio” para essa operação, mas ressalvou que ainda há detalhes por acertar.
“Prioridade é retirar civis da fábrica da Azovstal (…) O objetivo é fazer esta operação na sexta-feira, mas não o posso garantir porque ainda estamos a discutir as modalidades”, revelou o responsável da ONU.
A informação da sua visita a Kiev foi avançada por um porta-voz, na semana passada: “O secretário-geral irá visitar a Ucrânia. Terá uma reunião de trabalho com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, e será recebido pelo Presidente, Volodymyr Zelensky, a 28 de abril”, revelou.
Guterres vai encontrar-se também “com o pessoal das agências da ONU para discutir o reforço da assistência humanitária ao povo da Ucrânia”, acrescentou ainda o porta-voz.
O encontro de hoje com Zelensky acontece dois dias depois de na terça-feira Guterres se ter reunido com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o chefe da diplomacia russa, Sergey Lavrov.
No final do encontro, o responsável disse que vinha “a Moscovo como mensageiro da paz. Os meus objetivos e a minha agenda é estritamente salvar vidas e reduzir o sofrimento”, começou por referir em declarações aos jornalistas.
“Tive uma discussão muito amigável com o ministro Lavrov”, garantiu ainda Guterres. “É claro que há duas posições diferentes sobre o que se passa na Ucrânia”, acrescentou.
De acordo com a Federação Russa, disse, “o que está a acontecer é uma operação militar especial com os objetivos que foram anunciados. De acordo com a ONU, em linha com as resoluções aprovadas pela Assembleia Geral, a invasão da Ucrânia pela Rússia é uma violação da integridade territorial e contra a Carta das Nações Unidas”.
Guterres disse ainda estar “prontamente convicto de que quanto mais cedo resolvermos este conflito isso será melhor para o povo ucraniano, para o povo russo, e para os outros povos”.
“As Nações Unidas estão como sempre comprometidas com o cessar-fogo, que salvaguarde a segurança e integridade dos civis”, disse Guterres alertando para o “número elevado de mortes e para as condições degradantes de milhares de pessoas”.













