“Dentro de duas semanas estará definido um vencedor da guerra”, defende chefe da diplomacia da UE

Josep Borrell considerou ainda, no dia em que se assinala um mês de invasão russa, que “do ponto de vista militar, é um enorme falhanço para a Rússia”

Executive Digest com Lusa
Março 24, 2022
17:31

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, estimou hoje que dentro de duas semanas estará definido um vencedor da guerra lançada pela Rússia contra a Ucrânia, apelando à continuação da entrega de armas a Kiev.

“Nas próximas duas semanas, as armas irão decidir para que lado cai a vitória, temos de continuar a apoiar a Ucrânia com armamento e equipamento militar”, disse Borrell, à entrada para uma reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.



Esta reunião, cujo início estava previsto para as 16:30 (15:30 de Lisboa), deverá começar com uma hora de atraso dado que a cimeira da NATO terminou depois do previsto e foi seguida por uma reunião do G7.

“Isto é o que importa fazer: garantir que o material vá e que as pessoas o possam utilizar”, acrescentou.

O Alto Responsável para a Política Externa e de Segurança da UE considerou ainda, no dia em que se assinala um mês de invasão russa, que “do ponto de vista militar, é um enorme falhanço para a Rússia”.

“Como não conseguem conquistar as cidades, bombardeiam-nas, matando inocentes e destruindo tudo”, disse, salientando: “os ucranianos estão a ripostar, estamos a apoiá-los com armamento e, certamente, o resultado da guerra não está a ser o que o Kremlin esperava”.

Borrell adiantou esperar que o Conselho Europeu, no qual Portugal está representado pelo primeiro-ministro, António Costa, “forneça orientações sobre como continuar a aumentar as sanções [à Rússia] – sanções pessoais e sanções setoriais”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, cuja resposta incluiu o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

A ONU confirmou esta quinta-feira que pelo menos 1.035 civis morreram e 1.650 ficaram feridos na guerra da Ucrânia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores. O número de refugiados está já próximo dos 3,7 milhões.

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