O equinócio de outono, que assinala o começo desta estação, vai acontecer em Portugal este sábado, às 7h50 de Lisboa (e mais oito segundos, se quisermos ser mesmo precisos).
Equinócios ocorrem quando os hemisférios da Terra não estão inclinados em direção ou afastados do Sol. Como resultado, o Sol fica diretamente acima do equador, proporcionando a ambos os hemisférios quase a mesma quantidade de luz solar.
Existem dois equinócios por ano — de primavera e de outono. Quando ocorre o equinócio de outono, o hemisfério relevante (o norte em setembro e o sul em março) começa a inclinar-se e a afastar-se do Sol, o que leva a menos horas de luz do dia, com o Sol a nascer mais tarde e a pôr-se mais cedo. O hemisfério continuará a inclinar-se até alcançar o ponto mais distante do Sol, no solstício de inverno.
O imaginário coletivo, e o hábito, dizem-nos que as mudanças de estação ocorrem no dia 21, mas não é este o caso: por exemplo o equinócio de outono calhou no ano passado também a 23 de setembro, mas umas horas antes.
No século XXI, o equinócio a dia 22 de setembro foi o mais frequente, em 76 ocasiões, enquanto sucedeu apenas em duas ocasiões a 21 de setembro: já 23 ‘recebeu’ o momento em 22 ocasiões – o próximo equinócio a 24 de setembro só vai decorrer em 2303.
Embora não se possa observar diretamente o equinócio, há efeitos que são visíveis: por exemplo, pode notar que a Lua Cheia vai surgir mais cedo quando comparada com outros períodos – isto porque o ângulo da trajetória da Lua no céu e a inclinação do eixo da Terra estão alinhados durante esse período. Outro resultado visível de um equinócio é o aumento da atividade da aurora boreal, também conhecida como Luzes do Norte. Por volta dos equinócios, aumentam as hipóteses de ver uma aurora boreal. Durante os equinócios, os polos magnéticos da Terra estão posicionados de tal forma que se alinham bem com o vento solar (a causa das Luzes do Norte), tornando-os mais prováveis.














