Demissão de Marta Temido: Marcelo mantém distância, mas aponta que SNS deve ser mais “independente” do ministério da Saúde

O Presidente da República prefere manter-se, para já, afastado da demissão inesperada da ministra da Saúde, Marta Temido, que anunciou durante a madrugada desta terça-feira que se afastava do cargo que ocupava há quatro anos.

Filipe Pimentel Rações
Agosto 30, 2022
18:53

O Presidente da República prefere manter-se, para já, afastado da demissão inesperada da ministra da Saúde, Marta Temido, que anunciou durante a madrugada desta terça-feira que se afastava do cargo que ocupava há quatro anos.

Apesar das várias questões sobre a demissão, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que “não vou comentar o caso concreto” e que aguarda “a proposta de exoneração e a proposta correspondente de nomeação de substituto”. “Não sou analista político”, sentenciou.

Declarações em linha com a nota publicada esta manhã no site da Presidência, em que é apontado que “o Presidente da República foi informado pelo Primeiro-Ministro, no início do dia de hoje, da intenção da Ministra da Saúde, Marta Temido, de cessar as suas funções, posição essa que aceitava”.

E acrescentava que “aguarda a formalização do pedido de exoneração, bem como da proposta de nomeação de novo titular”.

Numa conversa com jovens participantes na Universidade de Verão do PSD, o Chefe de Estado afirmou, sobre a proposta apresentada pelo Governo para reformar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que “tenho uma preferência sobre a forma gestão do SNS para uma forma mais autónoma e independente do Ministério da Saúde, uma vez que a forma clássica demonstrou limites na sua eficácia”.

E garantiu que vai “esperar pela regulamentação para ver o que isso significa e se é fazível”.

Sobre o possível sucessor de Marta Temido, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que deve ser alguém que não seja refém de ideologias, pois a solução para os problemas na Saúde “é largamente organizativa e funcional”.

Ainda acerca dessa reforma, o Presidente da República recorda que “não escondi que vejo lá questões que espero ver mais claramente esclarecidas na sua regulamentação em dois domínios”, sendo eles “o esquema de gestão de cúpula e o esquema da descentralização com a transferência das Administrações Regional de Saúde com a concentração do poder de gestão na direção executiva”.

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