O protocolo para consolidação da expansão da rede de metro do Porto, assinado esta sexta-feira, está a criar desconforto entre autarquias da área Metropolitana do Porto (AMP), revela a “TSF”.
O presidente da Câmara Municipal de Espinho, Joaquim Pinto Moreira, lamenta que o município «não tenha sido tido nem achado neste processo» e levanta dúvidas sobre a forma como o processo foi conduzido. «Parece que há aqui decisões pré-cozinhadas e consertadas por baixo da mesa – permita-me o anglicismo underground. Demonstra que há aqui um mal-estar que está instalado na AMP, um clima de desconfiança que resultam desta opacidade e não disponibilização de elementos», atirou.
À “TSF”, Moreira disse que «não disponível para participar numa sessão que visa apenas fazer um numero mediático, recuso-me a fazer papel de figurante», garantindo que não vai estar presente na cerimónia de assinatura do protocolo.
Por outro lado, o presidente do município de Trofa – incluído na expansão – acrescenta: «Oficialmente não nos disseram se é metro ou se é metrobus. Nós temos uma linha complemente dedicada, onde passava o comboio, para a colocação do metro».
Sérgio Humberto queixa-se também da falta de transparência do processo. «Tudo isto é muito nubloso. Espero que não haja aqui má fé e negociações debaixo da mesa com outros municípios para depois não existir dinheiro suficiente para trazer o metro até à Trofa», diz, salientando que são precisos «mais estudos». «Nós queremos é o metro até Trofa», insiste.
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A “TSF” acrescenta ainda que a autarquia e a população de Trofa estão a organizar uma manifestação para dia 15 de Março para exigirem a expansão do metro até ao município, com partida da estação e interface rodoviário da Trofa às 09:30.













