Decathlon suspendeu atividades na Rússia mas vai continuar a apoiar funcionários russos

A Decathlon, retalhista francesa de material desportivo, comunicou que vai suspender a sua atividade na Rússia por considerar que as condições de fornecimento não são as mais favoráveis para continuar as suas atividades no país.

André Manuel Mendes
Março 29, 2022
14:11

A Decathlon, retalhista francesa de material desportivo, comunicou que vai suspender a sua atividade na Rússia por considerar que as condições de fornecimento não são as mais favoráveis para continuar as suas atividades no país.

“Em cumprimento estrito das sanções internacionais, a Decathlon reconhece que as condições de fornecimento deixaram de ser cumpridas de forma a continuar a sua atividade na Rússia. A Decathlon vê-se obrigada a suspender a operação das suas lojas”, disse a empresa em comunicado, de acordo com informação avançada pela ‘Reuters’.



No entanto, a retalhista informou que irá continuar a apoiar os 2.500 funcionários russos, alguns dos quais estão a trabalhar na empresa desde 2006.

A Decathon é propriedade da família Mulliez, que possui outras marcas como a Leroy Merlin e a retalhista alimentar Auchan, que estão a ser alvo das críticas do Presidente da Ucrânia, Volodomir Zelensky, por não terem ainda abandonado a atividade na Rússia.

O chefe da diplomacia ucraniana apelou ao boicote da Auchan, após esta anunciar a intenção de manter a sua atividade na Rússia para apoiar o poder de compra dos cidadãos russos. “Aparentemente, as perdas de empregos na Rússia são mais importantes do que as perdas de vidas na Ucrânia”, escreveu Dmytro Kuleba na rede social Twitter.

Numa mensagem virtual recente à Assembleia Nacional francesa, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou às empresas do país para que se retirem da Rússia e deixem de “patrocinar a maquinaria de guerra russa”, aludindo concretamente à Auchan, assim como à fabricante de automóveis Renault.

Em resposta, o grupo francês anunciou que manterá a sua atividade na Rússia, argumentando que abandoná-la neste momento seria “inimaginável do ponto de vista humano”.

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