O novo Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil (PNEPC), aponta diversas falhas nas telecomunicações e transmissão de dados em alguns locais, bem como, nos heliportos e armazenamento de combustível, avança o ‘Público’.
O documento a que o jornal teve acesso e que está em consulta pública até ao dia 10 de Fevereiro, é um instrumento de apoio às operações de proteção civil, em caso de acidente grave ou catástrofe, pois analisa as infra-estruturas de relevância operacional e as suas vulnerabilidades.
Neste caso, uma das principais fragilidades apontadas em Portugal, refere-se às redes móveis de telecomunicações. “Nos eixos rodoviários a cobertura é inferior, mas com poucas falhas para serviços de voz, cenário que se altera relativamente à transmissão de dados, ocorrendo vários troços onde o serviço se encontra indisponível”, refere o documento.
No que diz respeito ao SIRESP em concreto, sistema que revelou várias falhas nos graves incêndios de 2017, o documento revela que embora este “constitua uma importante infra-estrutura de comunicações a ser utilizada em caso de acidente grave ou catástrofe, o facto é que a resiliência do sistema de comunicações deverá compreender a possibilidade de recorrer a outros meios disponíveis caso tal se verifique ser útil”.
Mas o plano não fala só de falhas nas telecomunicações. Também a rede transporte aéreo é mencionada, uma vez que os heliportos constituem um risco. “Alguns heliportos localizados em cidades encontram-se rodeados por vários obstáculos que dificultam as manobras de aproximação e descolagem e, além disso, existem equipamentos desadequados ao nível da comunicação, navegação, vigilância e segurança”, lê-se.
Para além disso, adianta ainda o jornal, o PNEPC destaca também fragilidades nos sistemas de produção, armazenamento e distribuição de energia elétrica e combustíveis. “Portugal caracteriza-se por ainda possuir escassos recursos energéticos próprios, nomeadamente, aqueles que asseguram a generalidade das necessidades energéticas da maioria dos países desenvolvidos (petróleo e gás)”, aponta.













