Quando terminar o Mundial masculino de 2026, a FIFA não deverá simplesmente desmontar a operação criada nos Estados Unidos e regressar a Zurique. A organização pretende manter aberto o escritório de Miami e usá-lo como base para preparar os próximos grandes eventos desportivos nas Américas.
A decisão representa uma mudança no modelo tradicional de organização dos campeonatos do mundo. Em vez de depender de uma estrutura local criada para cada torneio e dissolvida depois da final, a FIFA quer conservar as equipas, os contactos e o conhecimento acumulados durante a competição, segundo avança o ‘POLITICO’.
O plano começou com a transferência de cerca de 50 trabalhadores experientes da sede de Zurique para Miami. Esse núcleo contratou posteriormente novos profissionais e serviu de base ao crescimento da operação, explicou ao ‘POLITICO’ um consultor sénior da organização.
Inaugurado em 2023, o escritório da FIFA em Miami conta atualmente com mais de 700 trabalhadores a tempo inteiro. Durante o Mundial, funcionou como centro operacional da competição, acolhendo vários responsáveis de topo, incluindo o secretário-geral da organização, Heimo Schirgi.
A dimensão da estrutura poderá diminuir depois da final, mas a presença da FIFA no sul da Florida deverá manter-se. A equipa terá como prioridade os próximos torneios e eventos internacionais realizados no continente americano.
O Brasil recebe o Mundial feminino em 2027, enquanto a FIFA participará na gestão das competições de futebol dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Em 2030, apesar de Portugal, Espanha e Marrocos concentrarem a maioria dos jogos do Mundial masculino, Uruguai, Argentina e Paraguai vão acolher uma partida inaugural cada um, numa homenagem ao centenário da competição.
No ano seguinte, os Estados Unidos deverão receber o Mundial feminino de 2031, garantindo à FIFA outro grande evento em território americano pouco depois da competição masculina de 2026.
Segundo o ‘POLITICO’, a organização acredita que a experiência reunida durante o maior Mundial de sempre poderá tornar-se um ativo permanente. A estratégia acompanha a crescente importância da América do Norte como mercado para o futebol e reforça a intenção da FIFA de manter uma presença mais próxima dos patrocinadores, adeptos e organizadores da região.














