Matt Higgins é, hoje, mais conhecido por integrar o painel de tubarões da edição norte-americana do programa “Shark Tank”, mas a história deste empresário começou com a venda de flores nas ruas de Nova Iorque. Segundo conta o Business Insider, Matt Higgins não teve uma infância fácil: «Quando crescemos pobres, vivemos uma vida de vergonha. Não queres partilhar o que está realmente a acontecer, tentas disfarçar.»
Vendeu flores para ajudar a mãe, trabalhou em cemitérios e limpou pastilha elástica de cadeiras de restaurantes McDonald’s. Hoje, é CEO da RSE Ventures e professor na Harvard Business School, onde partilha a sua experiência com alunos que sonham ser gestores de empresas. Com uma fortuna avaliada em 150 milhões de dólares (cerca de 140,3 milhões de euros), o tubarão considera que existem pelo menos quatro aspectos a ter em atenção por parte de quem quer explorar o mundo dos investimentos.
Eis os conselhos de Matt Higgins:
1 – A oportunidade aparece antes dos factos. Tal como um relâmpago que aparece antes do barulho do trovão, também a oportunidade poderá aparecer antes dos factos que comprovam que existe mesmo. Isto significa, muitas vezes, seguir o instinto e aproveitar potenciais negócios ou investimentos que surgem sem serem anunciados. Este instinto poderá ser refinado ao longo do tempo, à medida que a experiência permite identificar padrões no mercado;
2 – Quando não se sabe, o melhor é não fazer nada. Fazer uma pausa, respirar fundo e avaliar a situação antes de se avançar é outro dos conselhos de Matt HIggins. Citando o seu colega investidor no “Shark Tank”, Mark Cuban: «Quando não sabemos o que está a acontecer com os mercados, não fazemos nada»;
3 – Desafiar a sabedoria convencional. A melhor técnica para encontrar bons investimento será procurar ideias generalizadas e encontrar formas de as contestar. Onde houver convenções, também haverá oportunidades de investimento à espera;
4 – Apontar longe. «Pequenas e grandes oportunidades levam quase a mesma quantidade de trabalho», garante Matt Higgins. Por isso mesmo, o melhor será apontar mais longe, em vez de se ficar por um pequeno investimento.
Tendemos a erguer barreiras relativamente ao nosso próprio progresso. Dizemos, segundo o CEO da RSE Ventures, que não estamos preparados para ter uma empresa de 100 milhões porque, primeiro, temos de chegar a um ou cinco milhões.





