Donald Trump recebeu uma carta, esta semana, de um dos principais defensores da utilização de lixívia como cura para o novo coronavírus. Mark Grenon entrou em contacto com o presidente dos Estados Unidos da América para sugerir que dióxido de cloro poderá ser a solução para a pandemia que o Mundo enfrenta, uma vez que teria a capacidade de livrar o corpo do COVID-19.
Segundo o jornal The Guardian, a carta chegou dias antes de Donald Trump promover a infecção de desinfectante como tratamento para a doença. Declarações que veio, entretanto, justificar com a vontade de colocar à prova os jornalistas: diz que o tom era de sarcasmo e que não considera mesmo que esta seja uma opção viável.
No entanto, terá sido apenas uma forma de desculpar as suas palavras e de dar à volta à polémica gerada? O The Guardian indica que a carta enviada por Mark Grenon sublinha a eficácia na ordem dos 99% do recurso a esta técnica. Descreve-a como uma “desintoxicação maravilhosa”.
Mas quem é Mark Grenon? Trata-se do líder de um dos principais grupos a favor da utilização de lixívia industrial no combate ao COVID-19, o Genesis II. Este grupo, por seu turno, apresenta-se como uma igreja com base nos Estados Unidos da América. Porém, em vez de pregar a ressurreição de Jesus Critos, por exemplo, dedica-se à produção e distribuição de dióxido de cloro, tendo apelidado o componente químico que comercializa de MMS – Miracle Mineral Solution.
Além de COVID-19, esta solução milagrosa é promovida como sendo eficaz também na erradicação de cancro, malária, HIV/SIDA ou autismo.
Mark Grenon admitiu ter enviado uma carta a Donald Trump no seu programa de rádio semanal, onde garantiu que outras 30 pessoas também escreveram ao presidente dos EUA ao longo dos últimos dias. Pedem para que proteja o Genesis II, tendo enviado MMS para que Donald Trump pudesse conhecer melhor a suposta cura.














