pub

De olhos postos no futuro

A inovação tem desempenhado historicamente um papel central no desenvolvimento e na evolução da galp. Nem poderia ser de outra forma: num sector altamente competitivo e onde a tecnologia e a engenharia de ponta são factores distintivos e indispensáveis ao sucesso

Esta é uma premissa aparentemente simples, mas que está a ganhar um peso exponencial na matriz dos top players do sector energético, fruto da confluência de factores que têm introduzido sucessivos momentos de disrupção na indústria. Nunca como hoje sentimos de forma tão clara que as fórmulas de sucesso que nos trouxeram à liderança não serão suficientes para garantir que esse sucesso se repetirá.

Não restam dúvidas de que estamos a viver o preâmbulo de uma nova era, o que obriga a que todos os stakeholders se preparem para dar resposta a desafios que têm uma dimensão inédita e que por vezes são até conflituantes entre si. Ignorar que o futuro já chegou não é opção. Sabemos hoje, por exemplo, que o mundo vai precisar cada vez mais deenergia e que o crescimento dessa procura poderá superar os 50% no médio prazo.

Mas sabemos também que essa procura acontece em paralelo com uma mudança de paradigma inexorável, assente num papel crescente das fontes de energia renováveis.

NA VANGUARDA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Isso implica ter uma noção muito clara do papel que os combustíveis fósseis têm hoje no mix energético e do papel que terão no médio e longo prazo. E implica igualmente assegurar que as operações da empresa são cada vez mais sustentáveis, reduzindo o risco na exploração e os custos de manutenção e apostando de forma crescente no desenvolvimento e optimização de tecnologias que mantenham a Galp no caminho da vanguarda.

Esse caminho de vanguarda não se constrói com processos deintenção ou com base em ideias vagas. Faz-se de demonstrações inequívocas de capacidade para dotar as empresas de ferramentas que as posicionem hoje como agentes do futuro. Um exemplo claro disso é a parceria que a Galp estabeleceu com a IBM para criar um assistente virtual que usa a tecnologia de Inteligência Artifical para a avaliação de prospectos e de descobertas petrolíferas, na sua área de negócio de Exploração e Produção.

Apresentada formalmente no último trimestre de 2018, esta nova ferramenta introduziu a Inteligência Artifical em uma escala inédita na indústria do petróleo e gás natural. O protótipo resultou de três anos de pesquisa desenvolvida pela Petrogal Brasil e pela equipa de investigação da IBM-Brasil e melhora expressivamente a interpretação sísmica na área da exploração petrolífera e de gás, ajudando os geocientistas adesenvolverem modelos geológicos mais rigorosos, a avaliarem melhor o risco das prospecções e a optimizar a localização de novos poços petrolíferos.

Tendo em conta que – como referido anteriormente – o consumo global de energia continua a aumentar e que a satisfação dessas necessidades continuará a depender em boa parte dos combustíveis fósseis, o sector do Oil & Gas tem-se visto na contingência de procurar recursos em localizações cada vez mais exigentes e complexas. Sempre que é avaliada a conveniência de perfurar novos poços, a maiores profundidades, é necessário recorrer às tecnologias mais avançadas de análise de dados e a um enorme poder computacional para reduzir o risco e aumentar a probabilidade de encontrar novos reservatórios de hidrocarbonetos.

Esta solução desenvolvida pela Galp – através da Petrogal Brasil – e pela IBM Research-Brasil ajuda a resolver este problema. E reflecte de forma paradigmática o foco da Galp na inovação contínua através de parcerias, neste caso com um dos mais reputados protagonistas no mundo da IA. A parceria com a IBM demonstra, de resto, uma postura que tem também já um longo histórico no desenvolvimento da Galp: a total abertura da energética ao universo empresarial e académico na procura de soluções inovadoras. Foi com essa visão, aliás, que a Galp criou em 2007 o programa nacional de bolsas para investigação em eficiência energética, Galp 21, em parceria com a FEUP, a Universidade de Aveiro e o Instituto Técnico de Lisboa.

Ao longo de 11 anos o programa já proporcionou mais de 230 estágios a alunos finalistas destas universidades. E só em 2018, foram propostas 69 medidas, tendo sido implementadas 26% das mesmas pelas entidades participantes. A totalidade das medidas propostas permite reduções médias de 5% do consumo de energia primária e de 4% das emissões de CO2.

REFINAÇÃO 4.0 COMO FACTOR DIFERENCIADOR

Também na área da refinação a Galp tem apostado na inovação para sustentar uma estratégia orientada para a eficiência energética. E tem aumentado o trabalho analítico em big data e o recurso à Internet of Things (IoT) para optimizar modelos processuais que permitam maximizar a disponibilidade das suas refinarias.

O conceito de refinação 4.0 que está em curso pretende contribuir de forma substancial para a excelência operacional nas refinarias da Galp, através da implementação de iniciativas Data Driven e Agile, que têm como ponto de partida a recolha de informação digital nas instalações da refinaria. O conceito de refinação 4.0 engloba 17 projectos-piloto, agrupados em seis temas: Projectos estruturantes; Comunicação eficiente; Gestão Integrada de Operações; Gestão Visual e BI; Data Science; e Tecnologias Avançadas.

Implementados de forma harmonizada, estes projectos-pilotoviabilizam processos visíveis e transparentes através de ferramentas de Business Intelligence e sistemas optimizados fiáveis com capacidade preditiva e adaptabilidade nas áreas de eficiência energética e optimização de processos. A optimização energética, a eficiência energética e a redução da intensidade carbónica nas refinarias da Galp são um factor diferenciador que nos confere vantagem competitiva. Nesse âmbito, a Refinaria de Sines, por exemplo, tem mantido um ciclo de investimentos ao longo de vários anos com o objectivo de a tornar numa das mais eficientes da Europa em ambiente e eficiência energética.

Nos últimos cinco anos foram há realizados investimentos de 42,5 milhões de euros e estão planeados mais 45,2 milhões de euros até 2023. Este plano de investimentos foi detalhado por ocasião da celebração de dos 40 anos da refinaria de Sines. E é outro exemplo concreto de uma estratégia com olhos postos no futuro. Neste caso, para uma instalação que é central na operação global daGalp e que tem merecido toda a atenção da empresa em termos de eficiência energética, em tecnologia de ponta e em equipamentos que lhe permitiram, a cada momento, responder aos desafios do mercado e da sociedade.

Nomeadamente com investimentos como a de um Catalyst Cooler, que permite o tratamento de matéria-prima mais pesada, aumentando a flexibilidade do aparelho refinador, e também a produção de mais energia, que irá ser utilizada internamente, contribuindo para a diminuição da pegada carbónica.Foi esta capacidade de adaptação que permitiu que a refinaria de Sines acompanhasse os desafios de cada tempo. Hoje, essa matriz de inovação traduz-se na introdução das tecnologias e soluções digitais mais avançadas com recurso a sistemas de controlo sofisticados, suportados por uma rede de sensores com informação em tempo real, algoritmos de IA e por soluções de IoT.

DIGITALIZAÇÃO APROXIMA CLIENTES

Outra das disrupções que o sector enfrenta é a transformação digital. As novas plataformas tecnológicas e os novos hábitos de comunicação ou de consumo fizeram emergir possibilidades que têm permitido a produtos e serviços inovadores substituir as anteriores alternativas. Soluções no campo da mobilidade, produção descentralizada de energia ou domótica influenciam o sector energético, permitindo ganhos significativos ao nível da eficiência energética e mais opções para os consumidores.

Ler Mais
pub

Comentários
Loading...