O caso do desaparecimento de Madeleine McCann, menina inglesa que desapareceu na Praia da Luz, no Algarve, em 2007, volta a estar em destaque na atualidade nacional e internacional, depois de uma jovem polaca de 21 anos dizer ser a criança desaparecida, e que até hoje nunca foi encontrada.
Julia Faustyna vive em Breslávia e apresenta algumas semelhanças físicas com Maddie, como um sinal no olho e, segundo o Correio da Manhã, não tem memórias ou quaisquer recordações da infância e do seu passado, sendo que diz ao jornal que a própria mãe recusa falar sobre o assunto. A polaca diz estar disponível para ir ao Reino Unido fazer testes de ADN que provem a sua identidade.
Casos por resolver
Depois de avanços e recuos, vários suspeitos e o inspetor da PJ Gonçalo Amaral afastado (e acusado de difamação pelos pais de Maddie, devido a um livro que escreveu), a polícia portuguesa deu o caso como fechado em junho de 2008.
Três anos depois a investigação é reaberta no Reino Unido, no processo conhecido como ‘Operação Grange’, mas sem registar avanços. Já recentemente surgiu outra linha de investigação na Alemanha, que liga o criminoso sexual Christian Brueckner ao desaparecimento de Maddie, mas os procuradores ainda não revelaram todos os detalhes da acusação, nem até agora se conhecem provas que liguem de facto o alemão a um eventual rapto da criança inglesa.
O caso de Maddie gerou grande aparato mediático já depois de outro semelhante, em que também a vítima nunca chegou a aparecer: o de Rui Pedro. O menor tinha 11 anos quando desapareceu na Lousada, em março de 1998, depois de ter saído de bicicleta e de ter pedido à mãe, Filomena, para passar a tarde com um amigo mais velho, Afonso, de 22 anos. Pistas que levaram a lado nenhum, avistamentos que se revelaram falsos, suspeitos apontados: Afonso Dias, o amigo de Rui Pedro, viria a ser condenado em outubro de 2014 a três anos de prisão por sequestro do menor, na tarde do seu desaparecimento.
Afonso terá levado Rui Pedro a uma prostituta antes do desaparecimento. Viu a pena de prisão ser-lhe reduzida por bom comportamento, e foi libertado a 29 de março de 2017. Sobre Rui Pedro, nas se sabe até hoje.
Também há finais felizes
Perante os casos mais mediáticos, identificam-se outros desaparecimentos de crianças que iram um final feliz, com o menor em questão a ser encontrado vivo, seguro e bem de saúde.
O caso mais recente foi o de Noah, ocorrido em junho de 2021. O menino de 2 anos terá calçado as galochas e saído de casa de manhã depois de o pai, trabalhador agrícola, ter saído para o trabalho. Noah esteve cerca de 30 horas desaparecido, com bombeiros, gnr e populares no seu encalce a seguir as pistas, como roupa, que podiam desvendar o caminho feito pelo menino.
Noah acabou por ser descoberto por voluntários que se juntaram nos esforços das buscas. Segundo disse a GNR na altura, o menino estava “bem e com vida”, apenas com algumas escoriações e arranhões nas pernas. Ainda esteve no hospital de Castelo Branco a receber assistência médica, mas teve alta pouco depois.
Antes disso, tinha sido Iuri a desaparecer, em 2017. O menino de 18 meses desapareceu no dia 4 de julho, pelas 20h00, quando estava a brincar na casa dos pais em Serzedelo, Póvoa de Lanhoso.
Após de uma grande operação de buscas, a criança viria a ser encontrada 15 horas depois do desaparecimento. Foi uma vizinha que ouviu os gemidos da criança e encontrou-a bem a cerca de 900 metros da casa dos pais.
No mesmo ano de 2017, mas em novembro, uma criança de dois anos desapareceu em Casal de Cambra, Sintra. Foram os pais a dar o alerta às autoridades, no final do dia. O menor viria a ser encontrado no dia seguinte, e estava também perto de casa dos pais, numa zona de mto perto do bairro da Bósnia.
Em 2016 o País parou para celebrar a descoberta do pequeno Martim. O menino de dois anos esteve mais de 24 horas desaparecido e passou uma noite ao relente, na zona de Ourém. Terá saído de manhã da propriedade da avó, que se tinha ausentado alguns minutos.
GNR, bombeiros e populares juntaram esforços para encontrar Martim. O menino viria a ser encontrado no meio do mato, com os militares da GNR a celebrarem o ‘milagre’ nas redes sociais: “É com enorme satisfação que partilhamos o momento em que encontrámos o Martim! O Martim foi localizado esta manhã, pelas 10h00 horas, por militares da GNR, na sequência das ações de busca que estavam a ser realizadas desde o dia de ontem. O Martim está bem de saúde e de regresso à sua família”, escreveu a GNR.
Anos antes, em 2012, ocorreu outro caso muito falado e que terminou da melhor forma. Leidson Samuel tinha dois anos e cinco meses quando desapareceu, em agosto.
Foram três dias de desespero para a família, mas o menino viria a ser encontrado por uma vizinha, a cerca de 500 metros de casa. Chegou a temer-se rapto e a suspeitar-se de morte acidental.
O menino, que estava a brincar na horta ao pé de casa, terá aproveitado um breve momento de distração da mãe para sair. Foi encontrado sujo, mas bem de saúde e sem ferimentos.







