De indemnizações milionárias a perdas de valor de mercado: Quanto custa a uma empresa demitir um CEO?

A substituição de um CEO é uma das decisões mais críticas que um conselho de administração pode tomar – e também uma das mais caras. Para além das indemnizações milionárias pagas ao gestor cessante, as empresas enfrentam custos adicionais que incluem compensações para atrair novos líderes, pagamentos a outros executivos, honorários de consultores e, em muitos casos, perdas significativas no valor de mercado.

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Agosto 20, 2025
15:06

A substituição de um CEO é uma das decisões mais críticas que um conselho de administração pode tomar – e também uma das mais caras. Para além das indemnizações milionárias pagas ao gestor cessante, as empresas enfrentam custos adicionais que incluem compensações para atrair novos líderes, pagamentos a outros executivos, honorários de consultores e, em muitos casos, perdas significativas no valor de mercado.

Um dos exemplos mais recentes é o da Starbucks, que em 2024 contratou Brian Niccol, ex-CEO da Chipotle Mexican Grill, para suceder a Laxman Narasimhan. A transição poderá custar à empresa até 111 milhões de euros, considerando indemnizações ao gestor cessante, pacotes de ações e pagamentos de compensação destinados a convencer Niccol a aceitar o cargo, revela a ‘Bloomberg’.

Segundo a consultora Farient Advisors, a indemnização média paga a CEOs demitidos em 2024 rondou os 5,3 mihões de euros, enquanto os novos líderes receberam, em média, 7,7 milhões de euros em pacotes de contratação.

Mas os custos não se ficam por aqui. Os conselhos recorrem frequentemente a consultoras de recrutamento, advogados e especialistas em comunicação, com honorários que podem ascender a vários milhões. Paralelamente, a saída de um CEO costuma desencadear bónus de retenção para outros executivos e, muitas vezes, provoca mudanças adicionais na equipa de gestão.

Além dos encargos diretos, há ainda impactos menos visíveis: perda de moral entre colaboradores, queda de produtividade e até perda de valor para os acionistas. Um estudo da PwC estima que as demissões não planeadas custem em média 1,5 mil milhões de EUROS em valor de mercado a cada empresa.

A tendência está a intensificar-se. Em 2024, registaram-se 134 demissões forçadas de CEOs em empresas do índice Russell 3000, número que continua a aumentar em 2025, pressionado por desafios como tarifas comerciais, inteligência artificial e volatilidade geopolítica.

Para especialistas, a mensagem é clara: substituir um CEO pode ser inevitável em determinados contextos, mas o preço real vai muito além do que é divulgado nos comunicados oficiais.

 

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