De “improváveis” a “imparáveis”: Estas são as “minas de ouro” dos próximos 15 anos

Da energia verde ao ESG (Environmental, social and corporate governance), estas são “tendências imparáveis” de investimento, explicou hoje Ken Peng, responsável pelo gabinete de estratégia de investimento para a zona da Ásia-Pacífico do Citi Private Bank, em entrevista à CNBC.

“As energias renováveis têm, neste momento, uma produtividade incrível, fora o facto de contarem com o apoio financeiro e fiscal dos Governos de quase todo o mundo”, refere Peng.

O executivo bancário reconhece, no entanto, que o setor é um “caminho para investidores mais experientes”, dado que está cada vez mais “sobreaquecido, desde o seu boom em 2020, quando várias entidades pediram aveludados empréstimos para apostar nesta área de negócio, o que levou a uma queda da posição de mercado, só nos EUA e no mês de maio, de 40%”.

“No entanto, este setor não deixa ser uma boa oportunidade de investimento que continuará  connosco na próxima década”, acrescenta Peng.

No mês passado, o gigante suíço UBS publicou um relatório onde apontou o hidrogénio, como um dos grandes investimentos nos próximos 15 anos, dado que este material é, no ver do banco, “a chave para uma economia baixa em carbono”.

Para David Bailin, diretor de investimentos do Citi Global Wealth, nos próximos cinco a 10 anos, os investidores – “especialmente os mais jovens – vão dar um enorme ênfase a investimentos sustentáveis e responsáveis, e que não sejam apenas focados no lucro puro e duro”. Para o executivo, a análise da forma como as empresas “tratam os funcionários e o meio ambiente vão ser pontos fulcrais para as decisões de investimento desta geração”.

Os investimentos ambientais, sociais e de governance (ESG) estão em alta.

Em maio, a BlackRock concluiu que só nos EUA, o investimento em ESG pode superar um bilião de dólares.

Segurança informática: O irmão mais novo do ESG

“A capacidade das empresas de lidar com riscos também faz parte do ESG”, confessa Bailin.

“Acredito que a procura por este tipo de segurança vai levar a uma valoração cada vez maior das empresas informáticas que se tornarão assim bons alvos de investimento”, acrescenta o executivo, ainda que admita que este tipo de negócio tem “um risco substancial” inerente.

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