De calor extremo a rajadas de 122 km/h: cidade chinesa atingida por tempestade de roupa íntima

A longa onda de calor na cidade chinesa de Chongqing levou as autoridades a uma ação enérgica, que no entanto não saiu como o pretendido

Francisco Laranjeira
Setembro 9, 2024
18:46

A longa onda de calor na cidade chinesa de Chongqing levou as autoridades a uma ação enérgica, que no entanto não saiu como o pretendido: foram lançados mísseis semeadores de nuvens, para trazer chuva artificial, a megacidade foi atingida por um evento climático incomum – uma tempestade de roupas íntimas.

Denominada “a crise das roupas íntimas de Chongqing de 9/2”, uma tempestade de vento inesperada na passada segunda-feira trouxe rajadas de até 122 km/h, o que espalhou roupas para lavar dos arranha-céus da cidade. Na rede social ‘Douyin’, aplicação irmã chinesa do ‘TikTok’, estava cheio de vídeos de calças e sutiãs a voar pelos céus, a caírem nas ruas e presas nas árvores.

“Tinha acabado de sair e de repente começou a chover forte e roupas íntimas a caírem do céu”, relatou uma moradora, na rede social ‘Weibo’. “Quem me vai compensar pelos meus danos emocionais?”, brincou uma pessoa que perdeu o seu novo conjunto Calvin Klein.

A região de Chongqing sufocavam por mais de uma semana de temperaturas extremas que já haviam atrasado o regresso às escolas e universidades. Num esforço para reduzir as temperaturas e aliviar as condições de seca, na semana passada as autoridades recorreram à tecnologia de semear de nuvens, enviando quase 200 foguetes para o céu.

Dezenas de milhares de comentários foram postados no ‘Weibo’, onde mais de 7 milhões de pessoas visualizaram a hashtag “crise das roupas íntimas”, que se tornou a 11ª mais popular na China na passada quarta-feira.

Zhang Yixuan, vice-diretor do ‘Chongqing Weather Modification Office’, defendeu o trabalho do Governo numa conferência de imprensa na quarta-feira: de acordo com Zhang, os ventos, que também derrubaram outdoors e árvores, eram uma convecção natural, e não causada pelas nuvens artificiais. “Definitivamente há ventos fortes, mas isso é causado por condições naturais. Chuvas artificiais não causarão clima extremo”, referiu.

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