De ataque ao Papa a ‘milagre’: Trump choca com imagem gerada por IA em que surge retratado… como Jesus

Imagem, partilhada na rede social ‘Truth Social’, mostra Trump a ‘curar’ um homem deitado numa cama, rodeado por militares, profissionais de saúde e uma mulher em oração

Francisco Laranjeira

A publicação de uma imagem gerada por inteligência artificial em que surge a interpretar Jesus Cristo voltou a colocar o presidente americano, Donald Trump, no centro da polémica, numa altura de crescente tensão política e religiosa.

A imagem, partilhada na rede social ‘Truth Social’, mostra Trump a ‘curar’ um homem deitado numa cama, rodeado por militares, profissionais de saúde e uma mulher em oração. No fundo, surgem elementos simbólicos como a bandeira dos Estados Unidos, águias em voo e soldados representados como anjos, além da Estátua da Liberdade e outros ícones do país. A publicação gerou reações imediatas, com críticas ao uso de simbolismo religioso em contexto político e ao recurso à inteligência artificial para criar este tipo de conteúdo.

O momento não foi inocente. A divulgação da imagem ocorreu poucas horas depois de Trump ter atacado o Papa, Papa Leão XIV, classificando-o como “péssimo em política externa” e acusando-o de ceder à esquerda radical. O presidente americano apelou ainda a que o líder da Igreja Católica se concentrasse na sua função religiosa, acusando-o de prejudicar a instituição.

A polémica intensificou-se com uma segunda imagem, também gerada por inteligência artificial, em que Trump surge associado a um arranha-céus com o seu nome construído na Lua, numa aparente referência à recente missão Artemis II, que levou novamente humanos à órbita lunar mais de cinco décadas depois.

O episódio volta a evidenciar o papel crescente da inteligência artificial na comunicação política e o impacto que este tipo de conteúdos pode ter no debate público. A utilização de imagens hiper-realistas levanta questões sobre limites éticos, manipulação simbólica e a forma como líderes políticos procuram moldar a sua imagem junto do público.

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Num contexto internacional já marcado por tensões no Médio Oriente e divergências entre líderes políticos e religiosos, a publicação surge como mais um elemento de fricção — desta vez amplificado pelo poder das redes sociais e pela viralidade da inteligência artificial.

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