A Pfizer vai aumentar o preço das vacinas que comercializa para a União Europeia (UE), nos próximos contratos, de acordo com o ‘elEconomista’. O primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borissov, revelou que o novo grande contrato de fornecimento de vacinas terá um preço significativamente mais alto.
Segundo o diário espanhol, o responsável disse que Bruxelas está em negociações para um novo contrato a um preço de 19,5 euros por dose. «Os valores estão a subir rapidamente», disse Borissov durante uma viagem a uma cidade no sul da Bulgária.
«O (preço) da Pfizer era de 12 euros, depois subiu para 15,50 euros. Já para 2022 e 2023 estão a ser assinados contratos com a União Europeia para 900 milhões de vacinas, mas já a um preço de 19,5 euros», afirmou o governante búlgaro, citado pelo ‘elEconomista’.
Um funcionário da UE envolvido em negociações com fabricantes de vacinas confirmou à agência Reuters o preço referido por Borissov para os novos contratos, mas sublinhou que as negociações ainda não foram concluídas.
No entanto, importa ressalvar que o novo contrato irá cobrir novas variantes, o que significa que as empresas oferecerão injeções mais eficazes, caso as mutações do coronavírus se tornem frequentes, explicou um segundo funcionário da UE, citado pela mesma agência.
Recorde-se que o jornal ‘La Vanguardia’ teve acesso a todos os documentos que regulam o acordo de vacinas entre a UE e a Pfizer, revelando que o valor a ser pago por cada dose é mais elevado do que o divulgado por um funcionário da farmacêutica no Twitter.
Segundo o responsável cada dose custaria 12 euros, no entanto, o contrato assinado entre ambas as partes inclui outras taxas. O jornal adianta que o valor das primeiras 200 milhões de doses contratadas foi de 15,50 por dose, à qual devem ser acrescidos os impostos. A título de adiantamento, Bruxelas pagou 700 milhões de euros, conforme consta no contrato, a uma taxa de 3,5 euros por dose, valor que foi posteriormente deduzido do cálculo total.














