De 12 a 16 de abril. Oficiais de Justiça em greve contra o “trabalho forçado”

O sindicato exige que seja cumprida a lei do Orçamento do Estado de 2020.

Executive Digest com Lusa

O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) convocou, no final do mês passado, uma greve que arranca esta segunda-feira, dia 12 de abril e termina no próximo dia 16, contra o não pagamento de horas suplementares e em protesto contra o “trabalho forçado/escravo”.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Em comunicado, o SOJ refere que a paralisação de cinco dias é a forma de luta e protesto contra “o incumprimento da lei, por parte do Ministério da Justiça, num claro desprezo pelo Povo português, parlamento e Estado de direito democrático” e contra o “regime de trabalho forçado que viola a Constituição da República Portuguesa e as convenções internacionais ratificadas pelo Estado Português”.

Para o sindicato, o Ministério da Justiça persiste “em manter os Oficiais de Justiça portugueses sob um regime de trabalho forçado/escravo — por imposição legal têm o dever de continuar a trabalhar após a jornada de trabalho, sem direito ao pagamento dessas horas suplementares, nem qualquer compensação”.

Sobre os exigidos serviços mínimos em tempo de paralisação, a estrutura sindical adianta que, devido à situação pandémica por Covid-19, aceita o número de trabalhadores indicado pelo ministério, apesar de considerar exagerado, mas ressalva que estes funcionários “têm de estar vacinados”.

“Seria criminoso e altamente irresponsável, a tutela obrigar trabalhadores não vacinados a assegurarem os serviços mínimos”, ressalva o sindicato, dizendo que o processo de vacinação começou a 8 de março para um universo de oito mil trabalhadores.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.