Aproxima-se mais um fim de semana, mas este vai ser difícil de descrever em termos meteorológicos, esperando-se vários fenómenos nos próximos dias, de acordo com o ‘Instituto Português do Mar e da Atmosfera’ (IPMA).
Ângela Lourenço, meteorologista do IPMA, explica à Multinews que se espera “uma subida da temperatura máxima essencialmente até dia 21, sábado, havendo dois dias (sexta e sábado) com máximas elevadas”.
Assim para estes dias esperam-se máximas que vão até aos 33 graus em Lisboa, 32 em Faro, 35 em Évora, Setúbal chega aos 36 graus esta sexta-feira, 35 graus em Coimbra e 32 no Porto.
“No entanto, no sábado algumas regiões, como o Sul, podem sentir uma descida”, que “será generalizada e em alguns locais até acentuada no domingo, dia 22, com as previsões a apontar para descidas que podem variar entre sete e 10 graus”, sublinha.
Desta forma, esperam-se depois máximas de 23 graus em Lisboa, 29 em Faro, 25 em Évora, 24 graus em Setúbal, 22 graus em Coimbra e 20 no Porto.
A acompanhar estas variações, “vamos ter sempre muitas nuvens maioritariamente altas, mas que nalguns locais ofuscam um bocadinho o céu, bem como, alguma instabilidade no sábado, com a possibilidade de condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada nas regiões Norte e Centro, a partir da tarde”.
“No domingo, a descida da temperatura vai ser acompanhada por uma mudança da situação meteorológica e podemos ter chuva mais forte em todo o país, em especial no litoral Norte e Centro”, sublinha.
Ângela Lourenço refere que “vamos ter aqui muitas situações que poderão ocorrer nos próximos dias: calor, tempo quente, trovoadas, chuva, descida da temperatura”, a que se junta, “temporariamente a concentração de poeiras do Norte de África”.
“As maiores concentrações registam-se durante o dia de hoje e a madrugada/ manhã de sábado”, adianta, acrescentando que “ao início da tarde desse dia, algumas regiões poderão ter uma diminuição das concentrações de poeiras em suspensão”.
Segundo a responsável, “neste momento, com informação disponível – ainda que possa variar – temos indicação de que as concentrações serão, de facto, elevadas, mas é uma situação temporária, que deverá durar no máximo 24 horas e parece ter características diferentes do episódio de março, em que muitas poeiras vieram à superfície”, conclui.














