Das encomendas perdidas aos apoios insuficientes: Tesourarias das empresas afetadas pelo aumento do preço do gás

 O aumento do preço do gás tem afetado de forma muito intensiva a indústria portuguesa. Os intervenientes no setor dizem que os apoios do Estado são insuficientes para dar resposta a esta crise e as empresas estão já a perder encomendas para outros países com preços mais competitivos.

Quem o diz é o presidente da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, Mário Jorge Machado, em entrevista ao ‘Público’, onde sublinha que esta é uma situação muito urgente que está a afetar a tesouraria das empresas.

As previsões apontavam para um valor de exportações a rondar os seis mil milhões de euros, acima dos 5400 registados em 2021, mas o aumento do preço do gás levou as empresas a resultados negativos, alerta.

O presidente da ATP explica que muitas das associadas se candidataram ao programa Apoiar Indústrias Intensivas em Gás do Governo português, mas que o apoio de 30% do diferencial de preço é “pouco para a dimensão do problema”. Dá como exemplo Itália, onde as empresas estão a receber 25% sobre o valor da fatura. No entanto, sublinha que o Governo tem “mostrado abertura” para rever o valor do apoio.

Já o Presidente da Apicer – Associação Portuguesa da Indústria Cerâmica destaca ao ‘Público que o cenário do setor não é animador, e que as empresas, confrontadas com a possibilidade de racionamento de gás, podem ver a sua sobrevivência a ser posta em causa.



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