O impacto do Brexit na economia do Reino Unido tem a mesma “magnitude” da pandemia da Covid-19 e da crise dos preços da energia, revelou esta segunda-feira o presidente do ‘Office for Budget Responsibility’ (OBR) – para Richard Hughes, levaria 5 anos até que o poder de compra das pessoas recuperasse aos níveis pré-coronavírus.
O produto interno bruto (PIB) da Grã-Bretanha será 4% menor do que se o país tivesse permanecido na União Europeia, confirmou o responsável do órgão fiscalizador do Governo.
“Tenho lutado para colocar isso em qualquer tipo de contexto sentato. É um choque para a economia do Reino Unido da ordem de magnitude de outros choques que vimos da pandemia da Covid-19 ou da crise de energia”, revelou o chefe do OBR, acrescentando que o país “está a passar pelo maior aperto nos padrões de vida” já registado.
“Mas esperamos, ao passarmos este ano e entrarmos nos próximos 3 ou 4 anos, que o rendimento real comece a recuperar”, precisou, sublinhando: “Mas ainda há o caso de o poder de compra real das pessoas não voltar ao que era antes da pandemia, mesmo depois de 5 anos, mesmo quando chegarmos ao final da década de 2020”.
O crescimento económico foi contido por causa “da restrição de oferta”, revelou, apontando para a escassez de mão de obra e queda do investimento. “Perdemos cerca de 500 mil pessoas da força de trabalho, vimos investimentos estagnarem desde 2016 e também a nossa produtividade diminuiu drasticamente desde a crise financeira e não se recuperou realmente”, apontou.




