Daniel Sá, IPAM: XIX Barómetro Executive Digest

Da minha leitura deste barómetro existem três pontos que retenho: a ideia que a recuperação pós-pandemia está nas mãos das próprias empresas, que a maioria dos empresários portugueses não conta com o PRR para esta recuperação e que o teletrabalho veio para ficar. Tal como em muitos momentos anteriores da nossa história o sucesso económico das nossas empresas está essencialmente nas mãos dos nossos líderes e empreendedores, não sendo o Estado capaz de o dinamizar devidamente. Quando se identificam os principais factores para a recuperação pós-pandemia destacam-se a melhoria da experiência do cliente (52%) e a revisão da estratégia de negócio (28%). Quer isto dizer que, após o impacto da pandemia, os nossos empresários estão sensíveis às alterações nos comportamentos de consumo e consideram que os seus modelos de negócio podem e devem ser adaptados. O impacto do PRR nas empresas é considerado muito relevante (4%) e relevante (28%) pelos empresários. Todos os outros consideram o PRR pouco ou nada relevante o que traduz bem o sentimento dos líderes empresariais portugueses que já assumiram um enorme desperdício deste plano que inundará o estado de fundos europeus. Relativamente ao teletrabalho, só 15% referem não estar dispostos a integrá-lo na sua actividade pós-pandemia, significando por isso que esta revolução laboral veio definitivamente para ficar nas empresa portuguesas.

Testemunho publicado na edição de Agosto (nº. 185) da Executive Digest, no âmbito da XIX edição do seu Barómetro.



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