O Chega está a enfrentar dificuldades extremas para apresentar candidaturas às eleições autárquicas, marcadas para 12 de outubro. A mais recente, apontou o ‘Diário de Notícias’, foi a desistência do fadista Nuno da Câmara Pereira, antigo presidente do Partido Popular Monárquico, dias depois de ter sido anunciado como a escolha do partido de André Ventura para a autarquia de Belmonte.
Em 2021, o Chega não foi além de 19 vereadores – dos quais metade se desvincularam e mantiveram o mandato como independentes -, pelo que o objetivo é reforçar a aposta do partido no poder local: para tal, houve, no início do ano, vários anúncios de candidaturas. Mas, nas últimas semanas, apontou o jornal diário, foram seis os candidatos anunciados a substituir nomes já antes avançados.
Ana Antunes, anunciada como candidata à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira a 3 de fevereiro último, desistiu da corrida devido a lutas internas partidárias: em conferência de imprensa, anunciou a intenção de não se candidatar, mas também demitir-se da liderança da concelhia e desvincular-se do partido. Em causa, garantiu, a falta de confiança na distrital de Aveiro, de Pedro Alves. “Após meditar, entendi que para a minha saúde mental esta era a decisão que poderia tomar”, apontou – foi rendida por Luís André Santos, ex-presidente de uma da juntas de freguesia do concelho pelo PSD.
Em Almeida, na Guarda, a consultora de comunicação Andreia Neves foi a primeira escolha, alguém “com fortes ligações familiares” à freguesia de Malhada Sorda: viria a ser rendida por Liliana Moreira.
Há também questões pessoais a justificar a substituição de candidatos: em Reguengos de Monsaraz, Maria Capucho foi anunciada em março último, sendo rendida pela empresária Raquel Silva em julho.
Fátima Vieira, quadro superior da empresa municipal lisboeta Gebalis, e candidata em março à autarquia de Alenquer, alegou problemas de saúde para abandonar a corrida: será o líder concelhio Carlos Sequeira a recandidatar-se, apesar de não ter conseguido um lugar de vereador em 2021.
Há ainda ‘duas vítimas’ das eleições legislativas de 18 de maio: na câmara de Óbidos, tinha sido anunciada, no final de janeiro, a candidatura da médica Cristina Vieira, líder da concelhia local. No entanto, viria a integrar o Parlamento, pelo que o partido de André Ventura escolheu a sua vice-presidente da concelhia, Adélia Claudino Araújo.
Por último, o assessor Mário Paracana, que saiu da corrida à câmara de Alcácer do Sul: no seu lugar avança Virgílio Silva, que já foi presidente da junta de freguesia eleito pelas listas da CDU.




