A inflação na Europa voltou a cair em fevereiro, embora não de forma tão acentuada quanto o esperado, mas os dados nacionais continuam a mostrar aumentos acelerados de preços em muitas das principais economias da região, sublinhou esta segunda-feira a ‘CNN’.
A inflação anual nos 20 países que usam o euro caiu de 8,6% para 8,5%, face ao mês anterior, de acordo com uma estimativa inicial divulgada pela agência de estatísticas da União Europeia na passada quinta-feira. Já os economistas consultados pela Reuters previam alta de 8,2%.
Mas, em sentido contrário à tendência comunitária, a inflação subiu um ponto percentual na Alemanha (de 9,2% para 9,3%), a maior economia da Europa, assim como em França – de 7 para 7,2% – e em Espanha, de 5,9 para 6,1%.
O preocupante é que o “núcleo” da inflação, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, ‘saltou’ de 5,3 para 5,6% na zona euro, o que aumento o risco de que a inflação esteja a ‘aprofundar-se’ na economia europeia, mesmo com a diminuição da pressão dos altos preços da energia. Potencia ainda o Banco Central Europeu a continuar a aumentar as taxas de juro para conter a inflação, que atingiu um recorde de 10,6% em outubro.
O banco central elevou a sua taxa básica de juros no mês passado para o nível mais alto desde 2008. “O aumento de fevereiro no núcleo da inflação reforçará a convicção dos legisladores do BCE de que são necessários aumentos significativos das taxas”, referiu Jack Allen-Reynolds, vice-economista-chefe da zona euro na Capital Economics.
O maior impulsionador da inflação global na Europa foi um aumento no custo dos alimentos, álcool e tabaco – os preços subiram 15% no mês passado, em comparação com um aumento de 14,1% em janeiro. Os preços de bens e serviços não industriais também subiram a um ritmo mais rápido em fevereiro. Os preços da energia subiram 13,7%, ante os 18,9% no mês anterior.














