A Dacia acredita que pode tornar-se um dos fabricantes mais relevantes e populares na Europa, conforme os consumidores enfrentam a crise do aumento do custo de vida: assim, a marca do grupo Renault lançou uma nova estratégia que se concentra em três mantras: fazer carros “essenciais mas modernos”, “robustos e para o ar livre” e “eco-inteligentes”.
O tema geral da nova estratégia é claro: garantir que a marca concentra-se em fabricar veículos que são oferecidos com o equipamento que precisam e nada mais, o que mantém os preços baixos e garante uma excelente relação custo/benefício.
“Estamos num novo ambiente económico”, apontou Xavier Martinet, chefe de vendas e marketing da Dacia. “Temos os mesmos problemas dos outros fabricantes mas acreditamos que temos uma carta interessante para jogar. Com a inflação em muitas áreas da economia, muitos clientes não querem gastar entre 30 e 40 mil euros num carro. Na crise vem a oportunidade e, embora não estejamos a procurar pela crise, pode haver um alinhamento para irmos além dos nossos dois pilares, Sandero e Duster.”
Quando lançar o Bigster em 2025, a marca romena terá cinco modelos – Spring, Sandero, Duster, Jogger e Bigster – que, segundo Martinet, darão à Dacia 80% de cobertura do mercado europeu. “Acreditamos que teremos uma oferta completa de modelos fortes”, frisou. “A ideia é dar consistência, e com um posicionamento de marca alinhado com as expectativas dos clientes de ‘essenciais’ em cada segmento.”
“A questão é exatamente o que é essencial”, apontou Martinet. “O preço do cliente não é apenas uma consequência das suas ações, é um ingrediente chave.”





