O mercado de relógios de luxo de segunda mão atravessou, nos últimos anos, um período de grande entusiasmo. No entanto, segundo um relatório do Morgan Stanley, com dados do ‘WatchCharts’, o cenário mudou: os preços dos relógios mais procurados das principais marcas de luxo caíram significativamente.
Por exemplo, os modelos Rolex mais populares viram os seus preços caírem 21% desde o pico registado em abril de 2022 – já a Patek Philippe viu os preços das referências mais populares descerem 19%. Já a Audemars Piguet caiu 11,8% nos últimos seis meses.
“Observámos um aumento significativo no stock no mercado secundário de relógios até ao momento, como resultado dos revendedores de relógios de segunda mão e investidores individuais de relógios a ‘descarregar’ os seus stocks”, escreveu o Morgan Stanley, que reforçou que a tendência de baixa pode estar para ficar.
“Dado o atual stock de relógios para venda e a piora do cenário macroeconómico, esperamos que os preços de segunda mão contraiam ainda mais trimestre a trimestre”, frisou.
Com muitos ativos financeiros a afundar e sinais de uma recessão no horizonte, os especialista recusam avançar quando o mercado ganha novo fôlego. No entanto, se procurar por ativos tangíveis, alguns ainda valem a pena considerar, mesmo no ambiente de mercado atual.
E quais são?
Imobiliário – o sector imobiliário tem sido uma classe de ativos popular ultimamente – talvez porque seja um ‘hedge’ bem conhecido contra a inflação. Conforme sobem os preços das matérias-primas e da mão de obra, as novas propriedades ficam mais caras de construir, o que aumenta o preço dos imóveis existentes. Assim, propriedades bem escolhidas podem rende mais do que apenas a valorização do preço – os investidores podem também obter um fluxo constante de receita num arrendamento.
Mas não precisa de ser proprietário para começar a investir em imóveis: existem vários fundos de investimento imobiliário (REITs), assim como plataformas de financiamento coletivo que o pode ajudar a ser bem-sucedido no sector imobiliário.
Terrenos agrícolas – Bill Gates é atualmente o maior proprietário privado de terrenos agrícolas nos Estados Unidos, o que confirma uma tendência: são intrinsecamente valiosas e têm pouca correlação com os altos e baixos do mercado de ações – mesmo em recessão, as pessoas precisam de comer.
Entre 1992 e 2020, os terrenos agrícolas dos EUA renderam uma média de 11% ao ano. No mesmo período, o S&P 500 valorizou 8% ao ano.
Vinho – outro sector que encerra promessas de rentabilidade. Este ativo fornece a diversificação necessária para proteger o seu portfólio contra os efeitos voláteis da inflação e da recessão. O S&P caiu 8% o ano passado, já o Liv-ex Fine Wine 1000 subiu 22%. Desde 2005, o Sotheby’s Fine Wine Index subiu 316%. O vinho superou o Global Equity Index em 1,88% ao ano nos últimos 15 anos.














