Da renovação de mais um estado de emergência ao avanço (ou não) da próxima fase de desconfinamento. Vem aí mais uma semana de decisões

Governo terá uma agenda preenchida esta semana.

Simone Silva

Esta segunda-feira inicia-se mais uma semana e com ela surgem um conjunto de decisões que terão de ser tomadas, em virtude da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal. Da eventual renovação de mais um estado de emergência, ao avanço (ou não) da próxima fase de desconfinamento, o Governo terá muito com que se ocupar.

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O primeiro grande acontecimento que marca esta semana é a já conhecida «reunião do Infarmed», que acontece na terça-feira e na qual se juntam peritos e especialistas que habitualmente se ocupam da situação pandémica portuguesa, em conjunto com elementos do Governo.

O objetivo passa por avaliar a evolução da pandemia em Portugal, no sentido de perceber o impacto das medidas tomadas, sobretudo numa altura em que já se iniciaram duas fases do plano de desconfinamento definido pelo Executivo. A próxima está prevista para 19 de abril (segunda-feira), sendo também aqui avaliado se existem condições para que a mesma avance ou não.

No dia seguinte, quarta-feira, está marcada na Assembleia da República, uma sessão plenária para debater e votar a renovação do estado de Emergência em Portugal. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou, na semana passada, o desejo de que esta fosse a última renovação, para depois «entrarmos numa boa onda», em maio.

O atual período de estado de emergência termina às 23:59 da próxima quinta-feira, 15 de abril. De acordo com a Constituição, este quadro legal que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias não pode durar mais de quinze dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.

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Por último, na quinta-feira, dia 15, o Governo reúne-se em Conselho de Ministros para decidir se a próxima fase do plano de desconfinamento, prevista para arrancar na segunda-feira, 19 de abril, avança ou não, e em que moldes.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou a 1 de abril que a fase seguinte (que arrancou no dia 5) podia avançar a nível nacional, mas avisou que a situação seria avaliada quinzenalmente, havendo alguns municípios em risco de verem o seu desconfinamento travado, se a situação epidemiológica assim o exigisse.

Indicadores pandémicos com tendência crescente e Portugal a amarelo na matriz de risco

Portugal mantém-se fora do quadrante verde da matriz de risco desenvolvida pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Governo para avaliar o avanço ou recuo do plano de desconfinamento, estando atualmente a amarelo.

O índice de transmissibilidade (o chamado Rt) situa-se nos 1,02 a nível nacional, tendo apresentando uma tendência crescente ao longo dos últimos dias, segundo o mais recente boletim da DGS, atualizado na sexta-feira.

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Todas as regiões portuguesas à exceção do Centro e do Alentejo registam um Rt, acima de 1, revelou no mesmo dia o Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA).

«Desde dia 10-02-2021 que se observa um aumento do R(t), o que sugere a inversão da tendência de decréscimo da incidência de SARS-CoV-2, dando lugar a uma tendência estável ou ligeiramente crescente», acrescentou o INSA, no seu último relatório.

A incidência, por seu turno, subiu para 65,7 casos de infeção por cada 100 mil habitantes, em todo o País, nos últimos 14 dias. No Continente, verifica-se também um ligeiro aumento de 62,5 para 63,8 casos de infeção por 100 mil habitantes.

Recorde os próximos passos do plano de desconfinamento

Depois de a 15 de março e a 5 de abril terem sido retomadas um conjunto de atividades, desde o ensino ao comércio, a próxima fase do plano de desconfinamento deve acontecer, se tudo correr como previsto, a 19 de abril (segunda-feira).

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A confirmar-se, nesse dia, espera-se que sejam retomadas as aulas presenciais do ensino secundário e superior e que reabram cinemas, teatros, auditórios, salas de espetáculos, bem como lojas do Cidadão com atendimento presencial por marcação, todas as lojas e centros comerciais e ainda restaurantes, cafés e pastelarias (máximo quatro pessoas ou seis em esplanadas), até às 22h ou 13h ao fim-de-semana e feriados.

Ainda neste dia está previsto que sejam retomadas todas as modalidades desportivas de médio risco, as atividades físicas ao ar livre até 6 pessoas e ginásios sem aulas de grupo, os eventos exteriores com diminuição de lotação e também os casamentos batizados com 25% de lotação.

A última fase do plano, sujeita a confirmação, acontece a 3 de maio, com a reabertura dos restaurantes, cafés e pastelarias (máximo de seis pessoas ou 10 em esplanadas) sem limite de horário, a retoma de todas as modalidades desportivas, da atividade física ao ar livre e ginásios, de grandes eventos exteriores e eventos interiores com diminuição de lotação e casamentos e batizados com 50% de lotação.

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