Da recuperação de Old Traford à perda de receitas: Possível comprador do Manchester United vai precisar de muito “amor e dinheiro”

Segundo a opinião do especialista financeiro e editor da agência Reuters, Neil Unmack, o novo comprador do Manchester United vai precisar em especial de duas coisas: “amor e dinheiro”.

Na sua coluna de opinião, o jornalista começa por referir que os Glazers, a família que detém a propriedade dos Red Devils atualmente, iniciaram, em 2005, a tendência por parte de investidores americanos de compra de clubes britânicos, algo que foi uma aposta positiva até agora. Depois da aquisição pelos atuais donos, “a receita comercial do clube quase quadruplicou para 258 milhões de libras (300 milhões de euros) desde 2009 e manteve-se bem quando a pandemia forçou o encerramento dos estádios”, sublinha.

Tudo isto significa que a família poderá vir a obter um bom pagamento pelo clube, tal como aconteceu com outro clube britânico o Chelsea, que apesar de ter sido sempre um clube menos lucrativo conseguiu ser vendido por 2.5 mil milhões de libras (2.9 mil milhões de euros), refere. Na altura, este valor valia “5,7 vezes a receita”, um valor que na mesma métrica significaria que o Manchester United vale atualmente 4 mil milhões de dólares (3,84 mil milhões de euros) incluindo dívidas, “um terço a mais do que seu valor atual e quatro vezes o que os Glazers pagaram em moeda local”, segundo o jornalista.

Apesar disto, o investimento no clube não pode acabar na compra. “O novo proprietário vai necessitar de meter mais dinheiro no clube”, diz. O estádio da equipa, o velho Old Trafford e o campo de treinos nunca foram renovados desde que os Glazers estão no poder, além de que as exibições do clube em campo não tem sido as melhores. “O Manchester United não vence a Premier League inglesa desde que o lendário técnico Alex Ferguson saiu em 2013, e não conseguiu classificar-se para a lucrativa UEFA Champions League desta temporada”, aponta. Além disso, ” a saída do craque Cristiano Ronaldo menos de 18 meses depois de voltar não ajudará nas vendas de réplicas de camisolas”, reforça.

O especialista financeiro termina com um resumo de toda esta situação: “A questão geral é como as receitas do futebol são mantidas quando os apoiantes enfrentam uma crise económica. A bilheteria pode ser afetada e a televisão pode ter dificuldade em continuar a cobrar taxas altas”. A isto se pode apontar aquilo que chama “o fracasso de grandes clubes, incluindo o United”.

E concluí referindo que o comprador do clube britânico vai precisar em especial “de bolsos cheios e paciência”.

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