Da McDonald’s à Walt Disney, passando pela Nissan. O impacto do coronavírus nas empresas

Várias empresas com presença na China, como a McDonald’s, a Walt Disney e a Nissan, estão a retirar trabalhadores das regiões mais afectadas pelo surto de coronavírus, que já causou mais de uma centena de vítimas mortais naquele país.

Executive Digest

Várias empresas com presença na China, como a McDonald’s, a Walt Disney e a Nissan, estão a retirar trabalhadores das regiões mais afectadas pelo surto de coronavírus, que já causou mais de uma centena de vítimas mortais naquele país.

De acordo com a “Bloomberg”, operadoras de parques temáticos cinemas, retalhistas e redes de restaurantes estão a suspender ou a reduzir as operações para proteger os funcionários e conter a propagação do novo vírus, sobretudo depois de as autoridades chinesas terem admitido que a capacidade de propagação do coronavírus se reforçou. 

A China elevou esta terça-feira para 106 mortos e mais de quatro mil infectados o balanço do coronavírus, detectado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei e importante centro de produção, transporte e negócios de empresas de todo o mundo.

Wuhan ocupa a 13ª posição entre as duas mil cidades chinesas que constam da base de dados da “Bloomberg” sobre cadeias de fornecimento. Conta com mais de 500 fábricas e outras instalações, 44 das quais controladas pelos Estados Unidos e 40 por europeus, do sector automóvel e de transporte.

Veja abaixo quais as medidas tomadas por algumas empresas e os impactos da epidemia nos negócios:

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27 de Janeiro

  • Starbucks, McDonald’s e Domino’s Pizza: destas três cadeias de restauração norte-americanas, a Starbucks será a mais afectada pelo surto, tendo em conta a percentagem das receitas e lucros operacionais em todo o mundo. Com cerca de 4.100 lojas na China, a Starbucks já informou que está a encerrar algumas unidades, embora sem avançar mais detalhes.
  • Tesla e Nio: cerca de oito milhões de carros foram vendidos no ano passado nas cerca de 40 cidades chinesas que têm 10 ou mais casos de coronavírus diagnosticados, o equivalente a 36,8% do volume total no país, estimam consultores do Bernstein. Essas cidades representam 82,5% dos volumes de vendas de carros eléctricos da Tesla e 68% da Nio.
  • Imax: a empresa com sede em Mississauga, Ontário, encerrou temporariamente 70 mil salas de cinema. A receita perdida durante o Ano Novo Chinês será de, pelo menos, 60 milhões de dólares, de acordo com contas da MKM Partners. Se o surto durar mais algumas semanas, a factura de prejuízos pode ascender aos 200 milhões de dólares no primeiro trimestre.
  • Nissan Motor: a fabricante automóvel planeia retirar a maioria dos seus trabalhadores e familiares de Wuhan, através de um avião enviado pelo Governo japonês, avançou uma porta-voz da empresa.

26 de Janeiro

  • Honda Motor: a empresa anunciou que irá retirar cerca de 30 trabalhadores e familiares japoneses de Wuhan, através de uma avião cedido pelo Governo, adiantou Teruhiko Tatebe, um porta-voz da Honda Motor, em Tóquio. Alguns funcionários permanecerão na cidade para assegurar as operações indispensáveis.

25 de Janeiro

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  • Peugeut: a fabricante de automóveis vai tirar 38 funcionários e as suas famílias de Wuhan.
  • H&M: a cadeia sueca de vestuário fechou 13 das 524 lojas na região, segundo o jornal “Svenska Dagbladet”, citado pela “Bloomberg”. A China é o quinto maior mercado da empresa em termos de receita.
  • Ikea: a empresa fechou os seus armazéns em Wuhan na passada quinta-feira, 23 de Janeiro.

24 de Janeiro

  • Walt Disney: a operadora vai fechar temporariamente o parque temático de em Shangai. A empresa está a reembolsar os clientes que compraram bilhetes para os parques temáticos ou fizeram reservas nos hotéis.
  • Delta Air Lines: os passageiros que tenham feito reservas para viagens entre Pequim e Shangai, entre 24 e 31 de Janeiro, poderão alterar gratuitamente o itinerário.
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