Da indústria intensiva em gás aos transportes: Costa destaca medidas do Governo para “aliviar o impacto” do aumento dos custos

Durante a sua intervenção no Parlamento português esta quarta-feira, o Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o Governo tem agido para aliviar o impacto do aumento dos custos de produção.

O governante começou por destacar as indústrias de consumo intensivo de gás, como o têxtil ou a cerâmica, onde o Estado assumiu o pagamento de 30% do acréscimo dos custos com gás, até um máximo de 400 mil euros por empresa.

Na agricultura e nas pescas, para além das medidas especificas de subsidiação dos custos energéticos, destaca-se a isenção do IVA dos fertilizantes e das rações, e o montante adicional de apoios de 81 milhões de euros, com destaque para as produções de suínos, aves e ovos, e leite de vaca.

“O setor dos transportes exige naturalmente uma intervenção muito particular”, sublinhou António Costa, explicando que as empresas do setor beneficiarão de uma majoração no IRC dos custos com combustível ao longo deste ano.

Quanto às empresas de transporte de passageiros, foram distribuídos apoios extraordinários num total de 51 milhões de euros, e a partir de janeiro do próximo ano, o combustível profissional será também aplicável aos autocarros de passageiros, garantiu o Primeiro-Ministro.

No que diz respeito ao transporte de mercadorias, para além da redução de 50% no IUC sobre os pesados, foi concedido um apoio financeiro extraordinário de 54 milhões de euros, e nos meses de julho e agosto há uma redução extraordinária de 17 cêntimos por litro a pagar pelos transportes de mercadorias, destacou Costa.

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