Da Amazon à Tesla: Contratações a abrandar e onda de demissões no setor da tecnologia

A inflação, a guerra na Ucrânia, a pandemia e o receio de uma recessão criaram uma tempestade perfeita no setor tecnológico, forçando grandes empresas a abrandar o ritmo de contratações e a decidir pela redução da força de trabalho.

Um dos casos mais recentes é o da Amazon que anunciou na semana passada os resultados referentes ao segundo trimestre de 2022, informando que o ritmo de contratações na empresa está mais lento e que, atualmente, a força de trabalho está reduzida em 100.000 profissionais.

A Apple Inc. também anunciou recentemente estar a abrandar os planos de contratação e a controlar melhor as despesas, um sinal de que até as grandes empresas estão preocupadas com uma possível recessão nos próximos meses. A fabricante do iPhone e do iPad quer limitar as despesas e o aumento de funcionários em alguns departamentos, embora não tenha optado por adotar uma política para toda a empresa.

A exchange de criptomoedas Coinbase disse aos funcionários que iria cortar 18% da equipa para se preparar para uma desaceleração econômica. Também rescindiu ofertas de emprego. “Parece que estamos entrando numa recessão após um boom económico de mais de 10 anos”, disse o CEO Brian Armstrong.

A Microsoft tinha já informado em maio que estava a desacelerar as contratações nos grupos Windows, Office e Teams. A empresa tinha 181.000 funcionários em 2021 e recentemente cortou menos de 1% como parte de uma reorganização.

A gigante do streaming Netflix perdeu cerca de 200.000 assinantes no primeiro trimestre de 2022, o que originou a redução de algumas iniciativas de marketing e, em seguida, levou ao corte de 150 funcionários em maio e 300 em junho.

O CEO da Tesla, Elon Musk revelou, em junho, um “mau pressentimento” sobre a economia e avisou que seriam eliminados 10% dos postos de trabalho. Para além da eliminação dos empregos, Musk informou que a construtora de carros elétricos iria interromper as contratações em todo o mundo, num email intitulado “Pausa em todas as contratações a nível mundial”. Depois do anúncio, foi noticiado que a empresa despediu quase 200 funcionários da divisão de piloto automático e fechou o escritório de San Mateo, na Califórnia, onde trabalhavam.

No início de julho, a Meta, dona do Facebook, disse que cortou os planos de contratação de engenheiros em, pelo menos, 30% este ano. Os planos, que eram inicialmente de contratar cerca de 10.000 novos engenheiros de 2022, passaram para a contratação de cerca de 6.000-7.000.

Umas semanas depois, a Google decidiu fazer o mesmo. A empresa liderada pelo CEO Sundar Pichai anunciou que vai abrandar as contratações em algumas divisões devido ao “cenário global de incerteza económica” que está no centro das preocupações de muitas empresas atualmente.

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