Custos dos seguros caem 5% no início de 2026. É a sétima queda trimestral consecutiva

Os preços dos seguros registaram uma queda média de 5% no primeiro trimestre de 2026, prolongando a tendência de descida que já dura há sete trimestres consecutivos, segundo o mais recente Global Insurance Market Index divulgado pela Marsh.

André Manuel Mendes

Os preços dos seguros registaram uma queda média de 5% no primeiro trimestre de 2026, prolongando a tendência de descida que já dura há sete trimestres consecutivos, segundo o mais recente Global Insurance Market Index divulgado pela Marsh.

De acordo com o relatório, a diminuição segue-se a uma queda de 4% no último trimestre de 2025 e reflete um mercado cada vez mais competitivo, impulsionado pelo aumento da capacidade das seguradoras e pela concorrência nas principais linhas de produtos.

A nível global, todas as regiões registaram reduções nas taxas em termos homólogos. As maiores descidas foram observadas no Pacífico (12%) e na região que engloba Índia, Médio Oriente e África (10%). Já na América Latina e Caraíbas e no Reino Unido, os preços recuaram 8%, enquanto no Canadá caíram 6% e na Europa e Ásia 5%. Nos Estados Unidos, a taxa global registou uma ligeira descida de 1%, após ter permanecido estável no trimestre anterior.

Entre os principais segmentos, os seguros de danos materiais lideraram as quedas, com uma redução global de 9%, incluindo descidas de dois dígitos em várias regiões. Já os seguros de responsabilidades contrariaram a tendência, com um aumento global de 3%, ainda assim inferior ao crescimento de 4% observado no trimestre anterior, impulsionado sobretudo pelo mercado norte-americano.

Nas linhas financeiras e profissionais, os preços caíram 5% a nível global, enquanto os seguros de cyber registaram igualmente uma descida média de 5%, ainda que menos acentuada do que a verificada no final de 2025.

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Apesar do contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, nomeadamente no Médio Oriente, Luís Rodrigues de Sousa, líder de Placement da Marsh Risk Portugal, considera que o ambiente competitivo deverá manter-se. “A rentabilidade das seguradoras continua robusta, especialmente em ramos como o de danos materiais, sustentada por condições favoráveis de resseguro e elevada capacidade”, afirma.

O responsável sublinha ainda que, num cenário de incerteza económica e pressões inflacionistas, as empresas poderão aproveitar este contexto para rever e otimizar os seus programas de seguros, reforçando a sua resiliência para o futuro.

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