O custo do gás para as famílias portuguesas tem subido exponencialmente e já a partir de 1 de outubro vai registar novo salto significativo, segundo alertou esta quinta-feira o ‘Jornal de Negócios – situa-se já num intervalo entre os 11 euros cobrados no mercado regulado (227 famílias) e os 28 euros nas ofertas mais caras do mercado livre (1,3 milhões de consumidores), segundo dados da Entidade Reguladora para os Serviços Energéticos.
A carta enviada pela EDP, aos seus clientes do Escalão 1, revelou que durante outubro de 2021 e setembro de 2022 a empresa cobrou 0,063 euros por kWh de gás, a que se soma um valor do termo tarifário fixo de 0,057 por dia, a multiplicar por 30 dias. Feitas as contas, chega-se a um preço do gás de cerca de 10 euros, que se manteve inalterado até agora.
Mas, na mesma carta, e já depois de ter anunciado que a partir de outubro os seus clientes do Escalão 1 vão sofrer um aumento médio de 18 euros por mês nas faturas (a subida passa para os 30 euros considerando a totalidade da carteira da empresa), a EDP informou que o preço do gás vai subir 13 cêntimos por kWh, dando assim um salto inédito dos 6 cêntimos cobrados até agora, e durante 12 meses, para quase 21 cêntimos. O disparo significa que a partir de outubro, as faturas dos clientes da EDP terão uma parcela apenas com o preço do consumo do gás (sem taxas nem impostos), de 28 euros, o triplo face ao que estavam a pagar há precisamente um ano.
A mesma situação para os clientes da Galp que, com a EDP, respondem por 70% do mercado doméstico de gás natural em Portugal – em outubro de 2021, os clientes da petrolífera nacional pagavam 12 euros pelo gás consumido no Escalão 1 e enfrentam agora uma fatura que poderá atingir os 30 euros. A diferença é que no espaço de um ano a empresa já reviu o preço do gás várias vezes: aumentou 2 euros em janeiro; 1,6 euros em abril; 3,6 euros em junho; e vai aumentar mais 8 euros em outubro. Neste momento, a Galp está a cobrar 0,082 euros por kWh.
A empresa, segundo o jornal económico, justificou tratar-se da “volatilidade do mercado” e garantiu que “o novo preço reflete o aumento do respetivo custo da aquisição no mercado internacional”, sem deixar no entanto de reconhecer “o impacto que o atual conteto do mercado está a provocar na fatura dos seus clientes”.
Em termos de faturas, e olhando para o tarifário dual Casa e Estrada da Galp (escalão 1), os preços a pagar (só de gás) serão entre 22 e 24 euros para um casal sem filhos; entre 34 e 36 euros para um casal com um filho; e entre 44 e 46 euros para um casal com dois filhos.
A Goldenergy também já anunciou aumentos dos preços de gás para outubro – há um ano cobrava 14 euros pela parcela de consumo de gás aos seus clientes, valor que manteve até agora (0,87 euros por kWh), mas que já anunciou que vai aumentar em 6 euros a partir de outubro para as famílias.
A Endesa e a Iberdrola ainda não se pronunciaram sobre possíveis aumentos para o último trimestre do ano.












