A nova primeira-ministra britânica Liz Truss vai limitar as crescentes contas de energia dos consumidores, e promover novas fontes de energia, num pacote esperado de mais de 115,6 mil milhões de euros (100 mil milhões de libras) para limitar o choque económico causado pela guerra na Ucrânia.
Com a Grã-Bretanha a enfrentar uma longa recessão provocadas pela quase quadruplicação das contas de energia doméstica, Liz Truss vai apresentar, esta quinta-feira, o seu plano aos deputados britânicos, apontou a agência ‘Reuters’ – o Deutsche Bank frisou que as compensações do preço da energia e os cortes de impostos prometidos podem custar 207 mil milhões de euros, ou seja, cerca de metade do valor que o Reino Unido gastou na pandemia da Covid-19.
O Governo também deve estabelecer novas fontes de fornecimento de energia, incluindo a emissão de até 130 licenças de exploração de petróleo e gás no Mar do Norte e a eliminação da proibição de fracking se as comunidades locais concordarem. “Tomaremos medidas imediatamente para ajudar pessoas e empresas com as contas mas também para combater a causa destes problemas, para que não estejamos nessa posição novamente”, apontou Truss, em comunicado.
Espera-se que o plano de Truss possa ‘acalmar’ a inflação – que se situa nos 10,1%, a maior entre as economias mais fortes a nível mundial – mas vai adicionar mais de 115,6 mil milhões de euros aos empréstimos do Reino Unido, o que pode colocar maior pressão nas finanças públicas.











