“Cryptofashion”: Roupas virtuais são o novo segmento milionário do mercado dos NTF

No último trimestre, o mercado de Tokens não fungíveis, (NFT) dispararam de 1,2 mil milhões de dólares, para 10,7 mil milhões de dólares.

A indústria da moda digital é o maior trampolim deste mercado. Segundo a plataforma Yahoo Finance, o mercado do “cryptofashion” pode “disparar o mercado dos NTF para os 11 mil milhões de dólares no próximo trimestre.

Na realidade, estas “roupas digitais” têm uma natureza NTF (Non Fungible Token), sendo por isso um ativo digital, encriptado na tecnologia blockchain.

Kai vende cada quimono por 140 dólares e confessa que, em apenas três semanas, conseguiu ganhar entre 15 mil a 20 mil dólares, “algo fora do comum, para um jovem de 23 anos como eu”, conclui.

“Esta é uma nova forma de arte ambulante. Posso vestir o meu avatar no jogo com esta roupa, é um símbolo de status online”, explica Kai.

Desde o início do ano, o investimento em NTF disparou. A própria Louis Vuitton lançou um jogo onde os players podem arrecadar NFTs. A marca de luxo britânica Burberry seguiu-lhe o exemplo e vende assessórios digitais no Blankos Block Party, um jogo da Mythical Games.

A Gucci ficou-se por vender roupas no famoso jogo Roblox, no entanto este vestuário não tem natureza NTF.

Para Paula Sello e Alissa Aulbekova, cofundadoras da startup de digital fashion Auroboros, este negócio pode “ser uma alternativa, amiga do ambiente, ao fast fashion”. Os clientes podem enviar à Auroboros uma imagem de si próprios e comprar roupas digitais que podem custar de 76 euros até quase mil euros.

Outro caso de sucesso é a empresa de ténis virtuais RTFK, que  vende NFTs de edição limitada em forma de sapatilhas, que podem ser utilizadas em filtros no Snapshat. Uma vez comprado o token, este pode ser convertido num ténis físico, mas, segundo a marca, apenas um em cada 20 clientes opta por este recurso.

“O vestuário virtual pode limitar o desperdício dos consumidores”, defende Sello.

Segundo um estudo da Barclaycard, referente a 2018, realizado no Reino Unido, 9% dos consumidores compram roupa para tirar fotos para as redes sociais e depois devolvem-nas.

 

 

 

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