Crise Rússia e Ucrânia: NATO fala em “momento perigoso para a segurança europeia” e diz que “devemos estar preparados para o pior”

O secretário-geral da NATO diz que “este é um momento perigoso para a segurança europeia”, uma vez que o número de forças russas na fronteira com a Ucrânia está a aumentar, mas o tempo de alerta para um ataque é cada vez menor.

Simone Silva

O secretário-geral da NATO diz que “este é um momento perigoso para a segurança europeia”, uma vez que o número de forças russas na fronteira com a Ucrânia está a aumentar, mas o tempo de alerta para um ataque é cada vez menor.

“Devemos estar preparados para o pior”, disse Jens Stoltenberg em conferência de imprensa, adiantando que a NATO está preparada para ouvir as preocupações da Rússia e que foram propostos briefings, inclusive sobre transparência de exercícios militares e mísseis.

Ainda assim, o responsável sublinhou que o organismo não vai comprometer os princípios fundamentais e o seu direito de proteger todos os aliados, apontando a hipótese de serem formados grupos de batalha adicionais, na parte nordeste da aliança.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, também marcou presença na conferência, adiantando que não acredita que já tenha sido tomada uma decisão em Moscovo, mas isso não significa que seja impossível de acontecer algo “absolutamente desastroso” muito em breve.

Segundo o governante britânico, esta continua a ser uma altura muito “sombria”, è medida que cada vez mais tropas russas se concentram na fronteira com a Ucrânia. “Este é provavelmente o momento mais perigoso da maior crise de segurança que a Europa enfrentou em décadas”, afirmou.

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O Reino Unido, segundo Johnson, tem ajudado a treinar o exército ucraniano desde 2014 e já enviou equipamentos militares. “Os ucranianos estão bem preparados e há coisas que oferecemos, mas não me parece que precisem, pois já as têm em número suficiente”, disse.

Johnson diz que a NATO não é uma aliança ameaçadora ou agressiva e manteve a paz durante tanto tempo sendo uma aliança defensiva. Já a Rússia tem de diminuir as suas ameaças e aceitar conversar.

Stoltenberg corrobora as declarações do primeiro-ministro, dizendo que a NATO é uma aliança defensiva, somos “todos por um e um por todos”, concluiu.

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